Transição custará pelo menos R$ 2,8 milhões

Palocci assume hoje o início dos trabalhos da migração do governo; ministro da Casa Civil coordena oficialmente a equipe

Agência Estado |

Oito anos após haver comandado a histórica transição entre as administrações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), Antonio Palocci volta hoje ao mesmo prédio, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), para iniciar a passagem entre os governos de Lula e Dilma Rousseff . Ele recebe o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, encarregado de comandar as discussões técnicas da transição pelo lado do governo.

Formalmente, quem coordena a transição é o ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima. Ele ficará a cargo das tarefas mais burocráticas.

Duas equipes vão cuidar dos trabalhos, cujo objetivo é evitar interrupções no funcionamento da máquina pública durante a troca de comandos. Dilma pode nomear até 50 pessoas para assessorá-la e dispõe de R$ 2,8 milhões para pagar salários. Na semana passada, ela enviou ao Planalto uma lista com 39 nomes que comporão a equipe num primeiro momento. Pelo lado do governo, foi designado um técnico de cada ministério.

Os assessores de Dilma receberão senhas para acessar um portal que conterá informações de cada pasta: orçamento, programas em andamento e o estágio de cada um, quanto da verba já foi gasta. Foi elaborada ainda a chamada "agenda 120", que lista problemas a serem resolvidos nos primeiros quatro meses de governo. A equipe de Dilma elaborará metas a serem atingidas nos cem primeiros dias de governo, segundo informou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

Nomeações

O ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, assinou sete nomeações para os cargos especiais do governo de transição. A portaria foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU). Entre os nomeados estão Clara Ant, assessora licenciada da Presidência, que trabalhou na campanha de Dilma, Giles Carriconde Azevedo, ex-secretário-executivo adjunto da Casa Civil; e a jornalista Helena Maria de Freitas Chagas, ex-diretora de jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Integram também a lista Paulo Leonardo Martins, Marly Ponce Branco, Cleonice Maria Campos Dornelles e Anderson Braga Dornelles. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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