Tocantins elege o 5º governador

Estado, que faz eleições hoje monitoradas pelo Exército, completa 22 anos na próxima terça-feira (5)

Gilson Cavalcante, iG Tocantins |

O Estado do Tocantins nasceu com a Constituição de 1988 e completa na próxima terça-feira (5), 22 anos de criação, com a economia em franco processo de crescimento. Hoje, vai eleger o governador, o vice-governador, 24 deputados estaduais, oito deputados federais e dois senadores, numa eleição monitorada por tropas do Exército.

Disputam o governo o atual dirigente, Carlos Gaguim (PMDB) e o ex-governador Siqueira Campos (PSDB). A economia do Estado tem a agropecuária o carro-chefe do seu desenvolvimento. Os economistas classificam como alta as exportações, o aumento na geração de empregos, os investimentos em obras e os avanços na área social.

Nesse período, o Estado contou com quatro governadores. Tocantins tem cerca de 1,3 milhão de habitantes. A economia está em processo de formação e a análise de suas principais variáveis macro competitivas revelam o potencial de seu desenvolvimento.

Concessões

O Governo do Estado e o Governo Federal desempenham papel preponderante no processo de desenvolvimento desde a sua criação. São estabelecidas numerosas concessões de serviços públicos, estímulos para a instalação de empresas e recursos para investimento em infraestrutura.

Para isso o governo criou uma série de programas de desenvolvimento que beneficiam os investidores, nas áreas de eletrificação rural e indústria.São programas institucionais de apoio técnico e financeiro as atividades econômicas, além de outros programas para beneficiar microempresários e pequenos produtores rurais.

O Estado se destaca pelo forte investimento em infraestrutura básica e favorecido pela sua localização estratégica.O território é um elo entre as principais regiões do país. O próximo governador tem o desafio de completar a infraestrutura para que o Tocantins entre em sua fase de industrialização.

Ferrovia Norte-Sul

Com a conclusão da Ferrovia Norte-Sul, a expectativa é de que a economia do Estado dê um grande salto para entrar no mercado competitivo e passe a beneficiar seus produtos para exportação.
“A soja é uma commodity que tem uma procura muito grande em função da sua utilização. Este crescimento, em especial, do preço da commodity fez com que fosse impulsionado a produção no Estado”, afirma o Secretário Estadual de Agricultura, Roberto Sahium.

Depois da soja, outro produto que impulsiona a economia do Tocantins no exterior é a carne, “cujo mercado ainda é secundário no mercado intencional”, pondera o secretário. Na maior parte, o território do Tocantins é formado por planícies e ou áreas suavemente onduladas, estendendo-se por imensos planaltos e chapadões, o que constitui pouca variação altímétrica se comparado com a maioria dos outros estados.

Região Amazônica

Assim, o ponto mais elevado do Tocantins é a Serra das Traíras, com altitude máxima de 1.340 metros. Em termos de vegetação, o Tocantins é um dos nove estados que formam a região Amazônica. Sua vegetação de cerrado (87% do território) divide espaço, sobretudo, com a floresta de transição amazônica.

Mais da metade do território do Tocantins (50,25%) são áreas de preservação, unidades de conservação e bacias hídricas, onde se incluem santuários naturais como a Ilha do Bananal (a maior ilha fluvial do mundo) e os parques estaduais do Cantão, do Jalapão, do Lajeado e o Monumento Nacional das Árvores Fossilizadas, entre outros.

No Cantão, três importantes ecossistemas chegam a encontrar-se: o amazônico, o pantaneiro e o cerrado. Só em reservas indígenas, totalizam-se 2 milhões de hectares protegidos, onde uma população de 10 mil indígenas preserva suas tradições, seus costumes e crenças. No Tocantins existem sete etnias (Karajá, Xambioá, Javaé, Xerente, krahô Canela, Apinajè e Pankararú), distribuídas em 82 aldeias.

Perspectivas

O Governo do Estado prevê que até 2030, o Estado deve passar das atuais 7,5 milhões de cabeças para 12 milhões. Na agricultura, de 700 mil hectares cultivados para 4 milhões.

“Isso deve ser feito sem que seja necessário qualquer desmatamento, mantendo os atuais 51% do território preservados. Vamos trabalhar com a recuperação das áreas degradadas, que somam 5 milhões de hectare”, diz um estudo da Secretaria Estadual de Planejamento.

As ações, segundo o documento, incluem combate e controle de queimadas, recuperação de matas ciliares, produção de adubos alternativos e zoneamento político e agroambiental.

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