Tiririca está em férias na praia, dizem assessores

Deputado eleito com 1,3 milhões de votos evita a imprensa desde de que foi pedida a cassação de seu registro de candidatura

Daniela Almeida, iG São Paulo |

O deputado federal eleito por São Paulo com 1,3 milhão de votos Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca, estaria em férias e incomunicável em uma praia do Nordeste. A informação é da assessoria do PR nacional para explicar o fato de que, desde a eleição, Tiririca não foi mais encontrado para comentar a polêmica envolvendo o pedido de cassação do registro de sua candidatura.

No partido que o elegeu só um assessor de imprensa está autorizado a responder pelo deputado eleito e mesmo o advogado do candidato, Ricardo Vita Porto, não pode se pronunciar sobre o assunto. “O sujeito trabalhou oito meses, está numa praia e nem atende celular”, afirmou a assessoria do PR, que alega não poder comentar o caso porque o processo corre sob segredo de justiça.

Ainda de acordo com a assessoria, apesar de ter domicílio eleitoral em São Paulo, Estado pelo qual foi eleito, Tiririca mora em Itapipoca, no Ceará.

O assunto Tiririca é evitado também no diretório do PR-SP, na capital paulista e até os funcionários não comentam qualquer informação que indique o paradeiro do parlamentar. “O que acontece no PR não diz respeito a ninguém”, respondeu uma integrante do partido ao ser questionada pelo iG se o deputado estava frequentando eventuais reuniões.

Em sua defesa entregue segunda-feira ao juiz Aloísio Silveira, da 1.ª Zona Eleitoral de São Paulo, Tiririca admitiu que não redigiu sozinho a declaração à Justiça Eleitoral na qual afirma ser alfabetizado, informou esta semana o jornal O Estado de S.Paulo . Ele alegou que sua mulher o ajudou a escrever o documento sob o argumento de que os anos de atividade circense causaram lesão que dificulta a aproximação do dedo indicador ao polegar.

A confissão confirma laudo do Instituto de Criminalística, elaborado a pedido do promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, no qual peritos concluíram que "o autor dos manuscritos examinados possui uma habilidade gráfica maior do que aquela que ele objetivou registrar ao longo do texto da declaração". No dia 1º deste mês, o promotor apresentou à Justiça um pedido de cassação do registro de Tiririca sob a acusação de falsidade documental e ideológica.

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