'Teremos ampla maioria no Congresso', prevê Temer

Com ampliação, o deputado federal e candidato a vice de Dilma afirma que reformas trabalhista e tributária serão aprovadas

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

O deputado federal Michel Temer (PMDB), candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta quinta-feira, em almoço com empresários, que já conta com a ampliação da bancada do governo no Congresso, após as eleições de outubro, para que sejam encaminhadas as reformas trabalhista e tributária na Câmara e no Senado.

Segundo ele, as reformas precisaram de um tempo de “maturação”, assim como a reforma política, e hoje há circunstâncias para que sejam discutidas. “Teremos ampla maioria na Câmara e no Senado. E, como teremos maioria, tenho certeza de que, com esse debate, será possível realizar essas reformas”, disse Temer, que em mais de uma ocasião se referiu à candidata Dilma como “presidenta”.

Após o almoço, promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil, em um hotel em São Paulo, Temer afirmou que a referência era uma “mera invocação”. Segundo o candidato, as pesquisas que apontam vitória da petista já no primeiro turno “não subiram à cabeça de ninguém”.

Temer representou a ex-ministra da Casa Civil no encontro, que reuniu empresários brasileiros e portugueses. Ele respondeu perguntas da plateia e, durante cerca de duas horas, exaltou os números da gestão petista. Citou promessas da candidata como a de desonerar investimentos e a folha de pagamento.

Aos empresários, Temer disse que existe hoje no País um “amálgama” entre o Brasil formal, estabelecido pela ordem jurídica, e o Brasil real – o que de fato acontece na sociedade. Segundo ele, os movimentos sociais estão pacificados porque têm garantidos os direitos de participação nas decisões.

Privatização de presídios

Questionado sobre segurança pública por um dos convidados, o deputado afirmou ser favorável a uma experiência de privatização de presídios. “Acho que não se deve evitar um debate sobre este assunto”.

Temer lembrou que, quando foi secretário da Segurança em São Paulo, nos governos Montoro e Fleury, já pensava sobre essa possibilidade, mas que jamais conseguiu implementar a experiência.

“Não faria objeções. Agora, isso é política e governo”, disse.


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