Terceiro mais votado, Maluf não tem votos divulgados

Até o julgamento da Justiça Eleitoral, os votos do candidato serão considerados nulos

Flávia D¿Angelo, iG São Paulo |

Com aproximadamente 497 mil votos, o candidato a deputado federal, Paulo Maluf (PP), ainda não sabe se poderá assumir. Maluf e mais 150 candidatos tiveram as candidaturas barradas pelo TRE-SP por conta de problemas relacionados à Lei da Ficha Limpa. Maluf, que foi o terceiro candidato mais votado em São Paulo, só terá sua situação definida após o julgamento dos recursos na Justiça Eleitoral.

Segundo o advogado especialista em direito eleitoral, Alberto Rollo, a expressiva votação do deputado é uma resposta da sociedade para a Lei da Ficha Limpa. “A lei tem como objetivo estabelecer a moralidade pública, mas aí vem 1,4 milhão de pessoas e votam no Tiririca e destroem a sustentação que foi dada pelos grupos que apoiam a Ficha Limpa”, afirmou Rollo.

Para Rollo a lei foi feita para determinadas pessoas, como o candidato Paulo Maluf (PP), Jader Barbalho (PMDB) e Anthony Garotinho (PMDB), mas deveria ser feita para situações. “O povo não fala através de assinaturas, fala através das urnas. A eleição de Tiririca exemplifica isso. 1,4 milhão de pessoas saíram de suas casas para votar em um candidato que não falou sobre propostas. Isso elimina o propósito da Ficha Limpa”, afirmou.

Rollo ainda aponta que, nos últimos 24 dias, a divulgação do TSE (de que os votos nesses candidatos seriam considerados nulos) não foi correta. “Houve uma expressiva campanha por parte do TSE para que as pessoas não votassem nesses candidatos. Essa dúvida ajudou Maluf”, pontuou ele, ressaltando que, mesmo com a possibilidade de ter sua candidatura impugnada, Maluf obteve 2/3 da sua última votação. Na última eleição, há quatro anos, quando foi o candidato a deputado federal mais votado do país com 739.837 votos.

Ficha Limpa
O TRE-SP indeferiu 150 candidaturas que foram barradas por estarem enquadradas na Lei da Ficha Limpa. Os votos para esses candidatos foram contados, em uma lista à parte da contagem oficial, até que a Justiça decida se as candidaturas foram válidas. Só então é que poderão eventualmente ser declarados eleitos. Dos 150 postulantes que tiveram as candidaturas indeferidas, apenas dez não têm recursos a serem julgados.

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