Teotônio Vilela vai pedir perdão da dívida de Alagoas à Dilma

Governador quer transformar o 'perdão' em investimentos para as áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

Mensalmente Alagoas paga ao governo federal R$ 40 milhões de dívida interna. O valor é considerado alto pelo governador reeleito Teotônio Vilela Filho (PSDB), que vai pedir a anistia desse débito para a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). A ideia do tucano é transformar a dívida em investimentos para o Estado.

“Eu vou precisar da ajuda da bancada alagoana no Congresso Nacional para conseguir convencer a presidenta Dilma a reverter a nossa a dívida com a União em ações de Educação, Saúde, Segurança Pública e Infraestrutura”, disse o governador ressaltando que “são áreas muito importantes que necessitam dos recursos federais”. “Nós não temos reserva de poupança para grandes investimentos e dependemos de Brasília para continuar combatendo os problemas sociais que existem no Estado”, defendeu Vilela, sinalizando que pretende marcar uma reunião com a ex-ministra ainda este ano.

Segundo ele, a fatia mensal do orçamento de Alagoas levada pelo governo federal representa a soma de R$ 40 milhões. A proposta de Vilela é que esse “perdão” seja concedido para os Estados com pequenos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ou seja, para Alagoas e Maranhão. “Queremos (...) que esse dinheiro, ao invés de ir para os cofres da União, possa ser reinvestido em ações estruturantes, de combate à fome, à mortalidade infantil, à miséria absoluta, ao analfabetismo”, argumentou.

Para o governador reeleito, parte dos recursos poderia ser empregado na implantação do projeto ‘Água Para Todos’, que seria criado nos moldes do programa ‘Luz Para Todos’, do governo federal. O ‘perdão’ da dívida de Alagoas foi prometido pelo candidato tucano derrotado José Serra (PSDB), durante a campanha dele no Estado.

Dívida de R$ 7 bilhões
No total, Alagoas possui uma dívida interna de R$ 7 bilhões. Durante a campanha eleitoral para o governo do Estado, o PSOL propôs que o próximo chefe do Executivo realizasse uma auditoria na dívida pública para descobrir se a dívida é realmente do governo. Mário Agra alegou que Alagoas é credor de um valor de mais de R$ 12 milhões.

Já o senador eleito Benedito de Lira (PP), depois de ter tido a vitória consagrada nas urnas, prometeu ao governador ser um interlocutor junto à futura presidente do Brasil. Ele também defende a renúncia dos R$ 40 milhões mensais.

O presidente do PSDB em Alagoas, Claudionor Araújo, reforçou que o partido tucano no Estado, apesar de ser oposição à gestão do presidente Lula, tem buscado manter uma “relação de parceria” com o governo federal. “Alagoas é um Estado pobre e precisa da atenção da União. Queremos transferir à Dilma, a mesma relação de parceria e de respeito que foi estabelecida com o Lula. Nas administrações, o mais importante é voltar o trabalho para o povo”, afirmou ele.

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