Temer lidera estratégia pró-Dilma em São Paulo

Objetivo é desconstruir os quatro anos de governo de José Serra em São Paulo e conseguir uma virada no Estado.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O candidato a vice-presidente Michel Temer (PMDB) comandou ontem em São Paulo uma reunião com todos os deputados eleitos pela coligação de Dilma Rousseff (PT) e definiu a estratégia de intensificar na reta final em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, as ações de campanha. O objetivo é desconstruir os quatro anos de governo de José Serra em São Paulo e conseguir uma virada no Estado.

A ordem é manter as estruturas de campanha funcionando, mobilizar prefeitos, lideranças locais e promover eventos com a participação de estrelas da campanha no máximo de cidades possível.

O próprio Temer vai participar de pelo menos quatro atos, se, Dilma, nas regiões de Sorocaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São José dos Campos.

Até amanhã deve chegar ao comitê de Dilma um lote com pelo menos 20 milhões de panfletos comparando os governos Lula e FHC e listando as supostas falhas de Serra à frente do governo paulista. “São Paulo representa 23% do eleitorado e é o Estado onde nosso adversário governou. Vamos fortalecer o debate e deixar claras as diferenças de projetos”, disse o presidente do PT paulista, Edinho Silva.

Embora Dilma tenha sido derrotada por Serra em São Paulo no primeiro turno (ela teve 37,3% dos votos e o tucano 40,7%), o PT aposta no alto índice de eleitores que não votaram no ex-governador, cerca de 60%.

Estrelas como a senadora eleita Marta Suplicy (PT), a deputada Luiza Erundina (PSB), os candidatos derrotados ao governo, Aloizio Mercadante (PT), e ao Senado, Netinho de Paula (PC do B), vão se dedicar à Grande São Paulo enquanto o senador Eduardo Suplicy, Temer e os deputados vão rodar o interior. Alguns ministros devem ser escalados para reforçar as agendas.

Segundo o coordenador do comitê suprapartidário de Dilma em São Paulo, Du Altimari (PMDB), prefeito de Rio Claro, outra diferença em relação à campanha do primeiro turno é a centralização das ações. “Antes tinha uma coordenação do PT e outra dos outros partidos. Agora está todo mundo junto”, disse ele.

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