Temer desdenha aliança com tucanos em São Paulo

Candidato a vice-presidente mostrou o racha no PMDB paulista, pediu votos para Mercadante e disse que Dilma terá 60% dos votos

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

Em desafio ao comando do PMDB em São Paulo, que oficialmente apóia Geraldo Alckmin ao governo paulista, o deputado federal Michel Temer, presidente nacional do partido e candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT) para a Presidência, compareceu neste sábado à convenção que oficializou a candidatura do petista Aloizio Mercadante para a corrida estadual.

Em discurso curto, feito antes que todos os aliados em torno de Mercadante subissem ao palanque, ele afirmou que tem observado no Estado uma “recepção extraordinária” sobre a aliança nacional com o PT, o que garante, segundo ele, os 40% de intenção de voto para a chapa (registrados na última pesquisa Ibope). Ele disse ainda que, com o prestígio do presidente Lula, a vantagem "logo se transformará em 55%, 60% ainda no primeiro turno”.

Ao lado do ministro da Agricultura Wagner Rossi (PMDB-SP), Temer citou aliados e correligionários do Estado que apoiam a candidatura petista, numa tentativa de mostrar que a seção paulista do partido, presidida por Orestes Quércia (candidato ao Senado na chapa de Alckmin), não está unida em torno da opção tucana em São Paulo.

“Viemos para dizer aos amigos de São Paulo que vamos eleger Aloizio Mercadante. Não vamos eleger simplesmente [um candidato] em função da aliança. Vamos eleger pelos méritos que tem o Mercadante, porque é importante que o governo de São Paulo esteja afinado com governo federal. Como Dilma vai ser eleita, é importante que Mercadante seja eleito”, disse Temer.

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