Temer acredita que Dilma abrirá vantagem maior no domingo

Candidato a vice diz que esforço é para a petista chegar a percentual de votação semelhante ao da aprovação do presidente Lula

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Contrapondo-se à caminhada realizada pela cúpula do PSDB no Centro de São Paulo nesta manhã, militantes petistas também ocuparam as ruas da região central da cidade, num de apoio à candidata Dilma Rousseff no final da tarde.

Agência Estado
Passeata reuniu lideranças petistas em São Paulo
Com poucas estrelas do partido e raros aliados de prestígio, o ato de apoio a Dilma contou apenas com a presença do candidato a vice na chapa petista, Michel Temer (PMDB), do senador Aloizio Mercadante e de lideranças regionais, como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.

Arredio a caminhadas com muito empurra-empurra, o vice de Dilma acompanhou o ato apenas no trecho final e chegou acompanhado do ministro das Relações Institucionais do governo Lula, Alexandre Padilha. Durante seu discurso, Michel Temer disse o PT e seus aliados acham pouco o índice de 57% das intenções de voto atingido por Dilma até agora nas pesquisas de intenção de voto.

"Lula tem 83% de aprovação popular e a Dilma tem 57% das intenções de voto. Mas até domingo, por todos os cantos do Brasil, vamos trabalhar para que ela também tenha 83% dos votos, o mesmo índice de aprovação do presidente Lula", disse Temer, do alto de um caminhão de som contratado pelo PT para o ato que terminou na Praça da Sé.

Temer permaneceu no ato apenas trinta minutos, alegando que teria que embarcar para o Rio de Janeiro para o debate entre Dilma e Serra, na TV Globo. Coube então a Mercadante o protagonismo da festa, que fez um discurso bastante inflamado, lembrando inclusive a morte do ex-presidente argentino, Néstor Kirchner, marido do atual presidente.

Atual presidente do Parlamento do Mercosul, Mercadante disse que todos os países latinoamericanos sabem que “Serra não gosta do Mercosul” e acha que a união dos países latinos é uma “união cucaratcha” (sinônimo para barato, desprezível). “Nesse domingo a gente vai discutir não só os rumos do nosso país, mas também para onde vai a América Latina. O presidente Lula ajudou a criar as raízes da solidariedade na região e a Dilma vai continuar sendo solidária com todos nossos irmãos latinos”, disse Mercadante, que exaltou a parceria Brasil e Argentina puxando um coro de “Força, Cristina. Força, Argentina”, em solidariedade à morte do líder argentino.

O senador Aloisio Mercadante também criticou o uso no programa eleitoral de José Serra (PSDB) a fala em que o Papa Bento VI critica a campanha em favor do aborto e defende a participação da igreja em debates políticos. Para o senador petista, “Serra nessa campanha fez de tudo, menos apresentar um projeto para o Brasil que pudesse justificar a sua candidatura”.

Costumeiramente atrasado, o senador Eduardo Suplicy chegou no final do evento, mas a tempo de discursar e atacar o candidato do PSDB, José Serra . Suplicy reclamou da desqualificação que os tucanos fazem das pesquisas de intenção de voto que “não são favoráveis a ele”. “O Serra é engenheiro e economista e sabe que, semana a semana, a distância entre ele e Dilma cresceu. Hoje Dilma está 14 pontos da frente, mas a cada dia essa distância aumenta e chegaremos no domingo disparados na frente”, afirmou Suplicy.

Apesar do otimismo, o presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, evitou a euforia dos petistas e disse que “eleição só se ganha nas urnas, não com pesquisas”. “Nós temos que convencer aqueles que estão votando errado a não escolherem a mentira e a trapaça no domingo de decisão”, pontou Edinho.

Para evitar qualquer ameaça de confronto com a militância do PSDB e, consequentemente, prejuízos para a candidatura oficial na reta final da campanha, o PT trocou o horário da caminhada para a parte da tarde, reunindo cerca de 3 mil pessoas, segundo a organização do evento (1500 pessoas de acordo com os cálculos da Polícia Militar).

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