TC e Assembleia negam envio de tropas para Alagoas

Policiamento ostensivo não terá militares liberados para reforçar os trabalhos no dia do pleito

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

Apesar do pedido do comando geral da Polícia Militar de Alagoas para colocar a maior parte do seu efetivo nas ruas no próximo dia 31 de outubro, os 121 PMs que fazem segurança na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALA) e no Tribunal de Contas do Estado (TC), não atuarão no policiamento ostensivo neste final de semana que vem. Os dois órgãos negaram o pedido do comandante Dário César, que enviou ofício a todos os poderes, solicitando que os militares fossem liberados para reforçar os trabalhos no dia do pleito.

Nesta terça-feira (26), o comando da Polícia Militar reuniu todos os oficiais que vão às ruas durante as eleições. Serão 6.570 policiais e 497 viaturas, sendo 3.286 homens e 153 viaturas para a capital e o restante, 3.284 PMs e 344 veículos para reforçar a segurança nos outros 101 municípios do Estado. Os recrutados para viajar, já seguem para os locais determinados na próxima sexta-feira (29) pela manhã.
“Elaboramos um planejamento que garanta a segurança do eleitor, já que é essa a nossa principal função. E, apesar do 2º turno ter menos candidatos concorrendo e a possibilidade dos ânimos dos eleitores e cabos eleitorais serem menor por conta disso, todos a seção de votação contarão com a presença da PM”, disse o comandante.

A Assessoria Militar da Assembleia Legislativa justificou, em ofício, que no dia do pleito os 82 militares da Casa estarão fazendo a segurança dos deputados e também guardando o prédio do Poder, que estará de portas fechadas. Já o Tribunal de Contas, com 39 policiais militares, incumbirá sua tropa para “a segurança das autoridades” e para a guarda do “patrimônio público”, informou a presidência do órgão.
Nos locais de maior aglomeração pública, a equipe de policiais militares contará com equipamentos para registrar áudio de vídeo e monitorar a movimentação eleitoral. “O objetivo é flagrar crimes de boca de urna, venda de votos e transporte irregular de eleitores“, salientou o comandante. O helicóptero da PM também sobrevoará regiões estratégicas.

Por conta do grande número de ocorrências que configuraram em crime ambiental no 1º turno, o Batalhão Ambiental da Polícia Militar também estará em atuação. “O Batalhão Ambiental estará pronto para detectar a distribuição indevida dos conhecidos santinhos que poluem a cidade. A multa prevista é entre R$ 5 mil e R$ 50 milhões, além de reclusão de um a quatro anos, conforme o artigo 54 da Lei dos Crimes Ambientais“, destacou Dário César.

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