Tasso: Lula é chavista e pretende instalar uma ditadura no País

O senador cearense reafirmou que o PT tem ligações com as Farcs e minimizou a liderança de Dilma no Estado

Lauriberto Braga, iG Ceará |

Ao inaugurar o comitê central de campanha de Marcos Cals (PSDB) para governador do Ceará, em Fortaleza, nesta quarta-feira (21), o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB CE) aproveitou para desafiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reafirmar a opinião de parceiros de partido, ao dizer que o PT tem ligações com as Farcs (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas). Tasso, no entanto, disse não acreditar que o partido tenha ligação com o narcotráfico.

Agência Senado
Tasso Jereissati disse que Lula pretende fazer uma ditadura populista no Brasil
"O termo mais qualificado para usar em Lula é chavista. Ele pretende fazer aqui neste País uma ditadura populista, em que vai se cerceando os espaços de todo mundo e ficando só espaço do poder", afirmou o senador, que faz campanha para a sua reeleição. Para Jereissati a justificativa para sua teoria é a alta popularidade de Lula. "Muitos são populares. Chavez é muito popular. Outros ditadores da Europa em outras épocas foram muito populares. Ser popular não é problema. O problema é que neste governo a política é de eliminação de todo e qualquer adversário".

Tasso também comentou a pesquisa Datafolha que aponta a candidata do PT, Dilma Rousseff na frente de José Serra (PSDB) no Ceará com 13 pontos de diferença. O senador prevê que, quando o cearense começar a conhecer realmente Dilma, essa diferença diminuirá. "Ela já atingiu o teto com estes 41%. Ela não tem experiência, não tem competência, não tem empatia e só atingiu estes 41% por é candidata do presidente Lula, mas quando começar a se comparar ela com Serra, ai a coisa é diferente. Por isso defendo o debate e não sei por que ela está fugindo desse debate".

Para Tasso, "a máquina do governo está ocupada por sindicalistas do PT e temos hoje uma verdadeira República Sindical”. O senador destacou ainda que "o objetivo do presidente Lula é eliminar três senadores nas próximas eleições. Artur Virgílio, do Amazonas; Agripino Maia, do Rio Grande do Norte; e eu, aqui no Ceará. Só porque fizemos oposição ao Governo".

De acordo com ele, Lula deveria ser grato à oposição. “Quanta ladroeira nos impedimos nesse País", afirmou o senador. Para ele, "O PT está acabando o Brasil, porque está usando a máquina e praticamente tirando todo sentido de ética da coisa pública. O PT usa sem nenhum escrúpulo, tudo que é possível, ameaçando não só a democracia, como a própria imprensa que a gente está vendo aí".

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