Souto acusa Wagner de usar torcida do Bahia em seu favor

Candidato do DEM ao governo do Estado vai pedir providências junto ao Tribunal Regional Eleitoral

Lucas Esteves, iG Bahia |

O demista Paulo Souto, candidato ao Governo do Estado, entrará no Tribunal Regional Eleitoral contra a coligação do governador Jaques Wagner alegando que o petista usou a torcida do Esporte Clube Bahia para beneficiar-se eleitoralmente durante o último jogo do time em Salvador, na noite de  terça (21). Nos alambrados do estádio, podia-se ver durante a partida contra o Vila Nova uma publicidade em que torcidas organizadas oposicionistas agradeciam ao Governo pela recuperação do Estádio de Pituaçu.

A arena, reinaugurada no início do ano passado, agora sedia os jogos do tricolor baiano. Na placa, estava escrito o seguinte texto: “O Bahia agradece Pituaçu. O Tricolor de Aço agradece ao Governo por este estádio moderno e confortável”. O anúncio foi assinado pelas alas oposicionistas Revolução Tricolor, Unidade Tricolor e Bahia Livre, contrárias à gestão do presidente Marcelo Guimarães Filho. Além do anúncio em Pituaçu, o mesmo agradecimento figurou também nas páginas de jornais de grande circulação da cidade.

Para a advogada da coligação do DEM, Débora Guirra, não há dúvidas de que Wagner usou os torcedores para tirar proveito eleitoral e também praticou abuso de poder econômico. “Ninguém em sã consciência vai achar que colocou aquilo sem autorização de Wagner”, ponderou. A denúncia veio ainda com uma foto anexada. Nela, a mesma placa, desta vez exposta como um outdoor móvel, foi exposta ao longo da Avenida Paralela, que margeia a praça esportiva, ampliando sua visibilidade junto aos eleitores-torcedores.

A atitude de Paulo Souto foi seguida pela diretoria do clube, que emitiu nota oficial em que classifica o anúncio como uma tentativa clara de beneficiar o governador. As duas principais torcidas organizadas do time, Povão e Bamor, também apoiaram a moção de repúdio e se disseram não representados pela publicidade elogiosa, segundo eles cunhada por uma minoria de torcedores.

“A direção do Bahia repudia a utilização da marca ‘Bahia’, tanto no título que estampa a matéria, como na reprodução do seu escudo, por entender que o clube, enquanto instituição, não deve apoiar qualquer candidato, mesmo aqueles que estejam na sua diretoria, porquanto composta ela de pessoas de matrizes diferentes e cada um tem o direito democrático de apoiar os candidatos que melhor lhe convier ”, comunicou o clube.

Procurada para falar sobre o assunto, a advogada Carla Nicolini, da coordenação jurídica da campanha petista, informou que ainda não tem conhecimento da ação, portanto não pode opinar sobre o caso. "Eles vão ter que provar. O que eu posso afirmar com certeza é que a faixa não foi feita pela campanha de Wagner", defendeu.

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