Sob risco na Justiça Eleitoral, Garotinho insiste em candidatura

Em Brasília, onde aguarda decisão do TSE sobre suspensão de seus direitos polí­ticos, ele tenta atrair Crivella

Flavia Salme e Samia Mazzucco, especial para o iG Rio de Janeiro |

O pré-candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), está em Brasília para acompanhar de perto o julgamento da medida cautelar que pode definir o destino de sua candidatura. Garotinho, que está inelegível até 2011, tem até o próximo dia 5 para se registrar, quando termina o prazo da Justiça Eleitoral.

A nove dias do limite para se oficializar como candidato, Garotinho não tem vice, nem mesmo alianças com outras legendas, o que poderia aumentar seu tempo de TV.

Apesar das incertezas, o ex-governador do Rio de Janeiro diz estar certo da candidatura e aposta em uma aliança com o PRB para garantir a disputa pelo governo do Estado. “O entendimento com o PRB de ( Marcelo ) Crivella está caminhando bem e já temos o apoio de Manoel Ferreira ( candidato do partido ao Senado )”, afirmou Garotinho. O iG não conseguiu entrar em contato com representantes do partido de Crivella para confirmar a aliança.

Outra possível coligação citada por Adroaldo Peixoto, secretário-geral do PR, é com o PDT. Mas o acordo foi descartado pelo presidente do partido no Rio. “Não tem a menor possibilidade. Já decidimos em reunião do diretório a aliança com Sérgio Cabral (PMDB)”, diz José Bonifácio Novellino, presidente do PDT. A coligação, segundo o pedetista, será formalizada na próxima sexta-feira (25), na convenção da legenda.

Na berlinda

A convenção do PR, inicialmente marcada para o domingo (27), foi adiada para a próxima quarta-feira (30), o último dia permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O objetivo de Garotinho é ganhar tempo para atrair apoios, caso sua candidatura seja autorizada.

A aposta de Garotinho em Crivella se dá porque o senador perdeu o palanque no Rio depois que o governador Sérgio Cabral ensaiou a coligação com o PT. Se confirmada a aliança no domingo, os prováveis candidatos da chapa ao Senado são o presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), Jorge Picciani, do mesmo partido do governador, e o ex-prefeito de Nova Iguaçu Lindberg Faria (PT).

Garotinho afirma que não há um plano B caso sua candidatura não se concretize, ao contrário do que sinalizou o pré-candidato ao Senado pelo PR, o deputado federal Manoel Ferreira. O ex-governador também diz que caso o acordo com Crivella seja fechado, os planos do partido podem mudar. "Aí seriam dois evangélicos, assim vamos estudar se Manoel Ferreira sai como candidato a deputado federal ou outra posição", disse.

Na última quinta-feira (17), o advogado de Garotinho, Jonas Lopes Neto, entrou com um pedido de medida cautelar no TSE para suspender a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). No início deste mês, o órgão estadual cassou os direitos políticos de Garotinho por abuso de poder econômico e propaganda antecipada nas eleições de 2008.

    Leia tudo sobre: crivellagarotinhopdtprprb

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG