Skaf defende mensalidade em universidade pública

O candidato do PSB ao governo paulista disse achar incoerente alguém que possa pagar ocupar o lugar de quem pode

Agência Estado |

O candidato ao governo paulista pelo PSB, Paulo Skaf, afirmou que poderá adotar o sistema de cobrança de mensalidade nas universidades paulistas para estudantes com condições de arcar com as despesas do ensino universitário, caso vença as eleições deste ano. "Isso é um estudo. Acredito que vale uma discussão em torno disso, porque é incoerente que alguém que possa pagar não pague nada e ocupe o lugar de quem não tem condições", afirmou o presidente licenciado da Fiesp, durante a convenção estadual do partido que ratificou a sua candidatura.

Para Skaf, o tema exige avaliação cuidadosa, uma vez que o custo do estudante universitário para o governo estadual é elevado. "Tudo que for relacionado à inovação e à pesquisa deve ser mantido e ampliado. O que for relacionado aos alunos, precisa ser avaliado", acrescentou. O candidato ponderou que essa medida deve ser acompanhada por uma "revolução" na educação na rede pública estadual, viabilizando o estudo em tempo integral para o ensino fundamental e a integração entre ensino médio e o técnico no sistema público.

Boa parte do discurso foi centrado nas propostas na área de educação, tema que o candidato tem familiaridade por conta presidência do Sesi e do Senai. "Temos que colocar quase 3 milhões de alunos do Estado de São Paulo em tempo integral", disse, afirmando que pretende valorizar os professores da rede pública estadual.

Pedágio

Outra proposta do candidato é a redução do preço do pedágio para os motoristas paulistas. Segundo Skaf, a ideia é utilizar o valor arrecadado pelo Estado com o IPVA para garantir a redução de 100% no pedágio entre meia-noite e 7 horas e de 50% entre 7 horas da manhã e meia-noite. "Isso teria impacto de R$ 1 bilhão na parcela do IPVA referente ao governo estadual", explicou. De acordo com a ideia, até 50% do IPVA pago pelos usuários de veículos seriam usados para compensar o pedágio.

Segundo Skaf, essa é a alternativa encontrada para corrigir uma distorção que prejudica os cidadãos do Estado sem quebrar o contrato com as concessionárias. "Em alguns trechos, paga-se R$ 200 de pedágios. Isso não é bom para as famílias nem para o transporte de comércio. Algo precisa ser feito, mas os contratos não podem ser quebrados", disse o candidato do PSB, acusando o PSDB de não ter pensando nos usuários quando adotou o atual modelo de concessão de rodovias para a iniciativa privada no Estado de São Paulo.

Skaf comentou que outra proposta na área de pedágios é o alongamento do prazo de concessão das rodovias com a redução das tarifas cobradas. "Mas, nesse caso, a redução não seria significativa", reconheceu.

Cerca de 4 mil pessoas participaram, hoje, da convenção do PSB, entre militantes, líderes regionais, deputados estaduais e federais e pré-candidatos. Entre os ausentes estavam o vereador de São Paulo Gabriel Chalita e a deputada federal Luiza Erundina, figuras de peso do PSB no Estado de São Paulo. Erundina já manifestou publicamente que não apoiará Skaf nas eleições por ser um candidato ligado ao empresariado. "Os dois não participaram, mas outros 300 estiveram aqui", minimizou Skaf.

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