Siqueira: `Gaguim tirou quase meio bilhão do povo¿

Candidato comentou relatório do Tribunal de Contas do Tocantins denunciando desvio de R$ 458 milhões do erário

Menezes y Morais, iG Brasília |

O ex-governador do Tocantins e candidato à reeleição Siqueira Campos (PSDB) classificou de “assombrosa” a informação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) acusando em relatório o governador Carlos Gaguim (PMDB) de “desvio” de R$ R$ 458 milhões dos cofres públicos, “inclusive com o pagamento de obras não realizadas.”

“São recursos para estradas e pontes, que consegui em financiamentos e deixei os contratos prontos, mas que não foram cumpridos por meus sucessores. Infelizmente, a ambição e a falta de escrúpulos falaram mais alto. Quase meio bilhão de reais foi tirado da nossa gente. Isso me angustia”, acrescentou o tucano, que disputa o governo pela coligação "Tocantins Levado a Sério."

A assessoria de Siqueira fez um “histórico” das denúncias do relatório do TCE. “Em uma inspeção a obras de terraplanagem, pavimentação de rodovias e construção de pontes, contratadas pelo Governo e executadas por três empreiteiras, o Tribunal detectou o suposto desvio de quase meio bilhão.”

Empreteiras

“As empreiteiras envolvidas são a Construsan, EMSA e Rivoli. O TCE determinou a retomada dos serviços pagos e não executados, como forma de recuperar os recursos públicos. Das 167 pontes previstas no contrato e foram pagas pelo governo, 57 não foram construídas. Isso representa desvio superior a R$ 34 milhões,” acrescentou.

Ainda de acordo com a assessoria, “o suposto desvio de verbas públicas veio à tona em outubro de 2009, quando o TCE decidiu agir. A partir de visitas às obras, comparou-se o que foi pago e quanto, de fato, foi executado. A partir dessa comparação, foi apontado o desvio dos R$ 458 milhões.”

“As obras constam do contrato nº 403/98, assinado entre o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Infraestrutura e as três empreiteiras. Datado de 1998, o contrato tinha valor inicial de R$ 411,6 milhões, sofrendo aditivos e apostilamentos ao longo dos anos e chegando ao valor final de R$ 1,4 milhão – um acréscimo irregular de 244%,” concluiu.

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