Siqueira acusa Gaguim por ¿rombo¿ de R$ 62 milhões ao erário

Governador do Tocantins estaria pagando por obras não realizadas. As ¿irregularidades¿ foram detectadas pelo Tribunal de Contas

Menezes y Morais, iG Brasília |

A coligação “Tocantins Levado a Sério,” liderada pelo ex-governador e candidato a reeleição, Siqueira Campos (PSDB), divulgou na manhã de hoje nota acusando o governador Carlos Gaguim (PMDB) – que também disputa reeleição – por “rombo aos cofres públicos do Tocantins, com estradas, no valor de R$ 62 milhões.”

A nota acrescenta que Gaguim estaria pagando por “serviços não realizados pelo governo do Estado. A mais recente descoberta pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) se refere à rodovia TO-126, que fica entre os municípios de Maurilândia e Itaguatins, no norte tocantinense,” onde o TCE “detectou pagamento de R$ 1,5 milhão além dos serviços executados.”

Diz ainda a nota divulgada: “Conforme o Jornal do Tocantins, pelos cálculos divulgados pelo TCE em relação à rodovia TO-126, inicialmente o contrato feito em 2005 previa um valor de R$ 12 milhões. Porém, o Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (Dertins) apresentou medições de R$ 9 milhões que correspondiam à medição de 75% da obra.”

Ainda de acordo com a denúncia, “foram pagos R$ 6,3 milhões pelo serviço. Mas a inspeção do TCE teria detectado que as obras executadas corresponderiam a R$ 4,8 milhões. Ao todo foram detectados problemas em pelo menos cinco estradas.”

Entre as irregularidades mais comuns – acrescenta a nota – “apontadas pelo TCE estão serviços pagos e não realizados, não cumprimento de cronograma e pagamentos superiores ao serviço executado. Além da TO-126, houve constatação de irregularidade na TO-239 (Tupiratins a Presidente Kennedy).”

Ainda de acordo com a nota, “a TO-342 o governo pagou R$ 16 milhões a empreiteira representada por um dos filhos do vice-governador Eduardo Machado. Na TO-342 (Miranorte a Dois Irmãos) o pagamento irregular foi de R$ 24 milhões. O TCE também apontou pagamento irregular de R$ 15 milhões na TO-296.”

Por fim, “Na TO-010 foram gastos R$ 5 milhões e, após análises das medições, foram listadas irregularidades como não cumprimento do cronograma e serviços medidos acima do executado.”

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