Sindicalistas elogiam governo Lula e Dilma em SP

Conferência Nacional da Classe Trabalhadora foi uma manifestação de apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff, contra Serra

Agência Brasil |

Promovida com o objetivo de aprovar as principais reivindicações e propostas da classe trabalhadora para os candidatos à Presidência da República, a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) se tornou uma manifestação de apoio à pré-candidata petista Dilma Rousseff e de rechaço à pré-candidatura de José Serra (PSDB).

Durante o evento que reuniu milhares de pessoas hoje (1º) no estádio do Pacaembu, em São Paulo, representantes sindicais, lideranças de movimentos sociais e parlamentares afinados com as bandeiras petistas louvaram os avanços obtidos durante os últimos sete anos e meio e criticaram a gestão tucana do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Já em seu manifesto conjunto, as cinco entidades organizadoras da assembléia unificada Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) reforçam a necessidade de a classe trabalhadora se unir para defender as conquistas dos últimos anos.

“A eleição de outubro, marcada pela disputa entre distintos projetos políticos, é uma singular oportunidade para selarmos compromissos com o avanço das transformações necessárias à construção de um país igualitário e democrático. Por isso é fundamental elegermos candidatos comprometidos com as bandeiras da classe trabalhadora”, destaca o manifesto.

Logo ao chegarem ao estádio, o presidente da CUT, Artur Henrique, e da Força Sindical, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, manifestaram aos jornalistas seu apoio a Dilma.

“Cada Central tem autonomia para discutir a quem irá apoiar, mas sem dúvida seria um retrocesso a volta do PSDB e do DEM à Presidência da República”, declarou Henrique. “Esse pessoal com certeza vai mexer com os direitos dos trabalhadores”, completou Paulinho.

Multado duas vezes por fazer propaganda política antecipada e com mais duas notificações que ainda serão julgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulinho disse ter o direito e a “obrigação” de manifestar o que acredita ser o melhor para a classe trabalhadora.

“Essa é minha opinião e acho que, como cidadão e como deputado, eu tenho que continuar falando isso”, afirmou o parlamentar. “Acho que o TSE tem que inibir que os candidatos façam propaganda antecipada, mas eu não sou candidato e sim alguém que defende o que acha melhor para os trabalhadores do Brasil”.

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