Servidora de SP diz não se lembrar de acesso a IR de tucano

Funcionária da Receita Federal de Santo André (SP) procura advogado para se defender e desconfia de roubo de sua senha secreta

Agência Estado |

Investigada pela corregedoria da Receita Federal pela quebra de sigilo fiscal de Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, disse que não tem filiação partidária nem qualquer vínculo político e afirmou que não se recorda de ter consultado nos registros da instituição dados relativos às declarações de bens do tucano. "Eu não me lembro de ter acessado esse contribuinte", anotou ela, em conversa informal que manteve com colegas no núcleo jurídico do Sindicato Nacional da Carreira Auditoria da Receita (SindiReceita) em São Paulo.

Ex-secretária-geral da Delegacia Sindical em Santo André e São Bernardo e analista tributária da Receita desde 1995, Antonia procurou os advogados da entidade, à qual continua filiada, para pedir orientação. Demonstrava tranquilidade, segundo relato de auditores, mas estava "muito surpresa" com o envolvimento de seu nome na investigação sobre a quebra do sigilo de Eduardo Jorge.

Antonia sugeriu a possibilidade de ter ocorrido furto de senha, ou seja, alguém pode ter usado, sem consentimento, seu código confidencial para abrir os arquivos da Receita e vasculhar informações sobre Eduardo Jorge. "Com relação a esse contribuinte especificamente não me lembro", reiterou a seus pares, num primeiro momento. Depois, mais incisiva, negou ter verificado as declarações do tucano. Ela foi afastada da chefia da agência do Fisco localizada em Mauá (SP) em 2 de julho e entrou em férias dez dias depois.

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