Serra visita Maracanã ao lado de secretária do governo Cabral

Depois de criticar lentidão das obras de infraestrutura no País, Serra elogia rapidez das obras no estádio

Manuela Andreoni, iG Rio |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , visitou hoje o Maracanã, cumprindo uma agenda que estava marcada para quarta-feira passada, dia 20, mas foi cancelada devido à confusão em Campo Grande, que resultou na agressão a Serra. O presidenciável foi guiado pela secretária estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Marcia Lins, do governo de Sérgio Cabral (PMDB), que apaia a candidata Dilma Rousseff (PT). Ele reafirmou que, se for eleito, continuará a cooperação entre a União e o governo estadual fluminense. 

O presidenciável elogiou a rapidez das obras no estádio, o mais importante do Rio, que estão custando aos cofres públicos R$ 705 milhões - R$ 400 milhões financiados pelo BNDES e R$ 305 milhões pelo governo do Estado do Rio. Antes disso, Serra havia feito críticas à lentidão das obras de infraestrutura no País. O tucano voltou a defender que a final da Copa do Mundo de 2014 aconteça no Maracanã por causa da derrota do Brasil para o Uruguai no final do campeonato mundial de 1950.

 “Quem é da minha geração, que era muito criancinha quando houve a Copa de 1950, tem até hoje atravessado um osso na garganta.(...) Eu fico muito feliz de ver as obras andando com rapidez. Acredito que vai ficar pronto até para a Copa dos Campeões, que é feita no ano anterior (à Copa do Mundo)”, afirmou Serra.

 Enquanto andava pelo museu do estádio, o tucano sentou nas cadeiras cativas originais do Maracanã e comentou sobre as gerais, onde os torcedores ficavam de pé. Ele lembrou-se de uma teoria da inflação que formulou há anos, em que compara os torcedores e os empresários.

“Nas gerais era tudo de pé. Foi aí que eu formulei uma teoria sobre a inflação. Se todo mundo entrasse em acordo de ficar sentado, todo mundo ficaria melhor. Você ficava de pé porque o outro ficava de pé. Quando a inflação estava em 20% ao mês, se todo mundo ficasse de acordo em não chutar o seu preço, a inflação cairia. Era um problema de convencer, de cooperação”, lembrou o candidato, que reconheceu que a proposta é utópica.

A visita transcorreu normalmente. O presidenciável e a secretária conversaram o tempo todo sobre as obras e futebol. O candidato falou de seu time preferido, o Palmeiras, diversas vezes e disse que ligará para o presidente do clube para que ele envie uma placa da vitória do time no estádio em 1950, já que o Santos teria uma.

A única confusão aconteceu devido à quantidade de jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas que acompanhavam o tucano e, por vezes, quase quebraram itens do museu. “Olha o vidro!” foi a frase mais gritada durante a visita.

Serra também visitou a calçada da fama do Maracanã e comparou o tamanho dos seus pés com o dos jogadores Garrincha, Pelé e Romário. Depois da prova, afirmou que “o do Pelé é exatamente o meu pé”, e que o “Rei” é seu amigo pessoal.

No gramado, o tucano marcou um gol em Otávio Leito (PSDB), deputado federal reeleito. "Todo viram crianças quando visitam o Maracanã”, comentou a secretária. O presidenciável, no entanto, falhou nas embaixadinhas – conseguiu apenas uma.

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