Serra usa imagens de agressão no Rio para atacar postura de Lula

Enquanto o candidato do PSDB explorou confrontos antigos com militantes do PT, Dilma tentou colar sua imagem em Marina Silva

iG São Paulo |

O programa eleitoral do candidato José Serra (PSDB) na televisão explorou mais uma vez nesta sexta-feira as imagens do tumulto ocorrido em Campo Grande, no Rio de Janeiro na quarta. A exemplo do que já tinha feito no horário do almoço, o programa de Serra destacou a fala do perito Ricardo Molina no Jornal Nacional, da TV Globo, para justificar a agressão ironizada por Lula ontem.

nullExibindo o depoimento do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT que declarou apoio ao tucano, o programa afirmou que as críticas do presidente Lula contra Serra “impulsiona a agressividade dos militantes do PT”. Utilizando depoimentos de supostos populares, o programa de Serra fez duras críticas à postura do presidente Lula, dizendo que "Ele ficou radical".

Serra também exibiu cenas de confronto entre professores e o ex-governador de São Paulo, Mário Covas, morto em 2001 em virtude de um câncer, além do tumulto ocorrido em 06 de maio, durante protesto de profissionais da educação na porta do 27º Congresso Mineiro de Municípios , em Belo Horizonte (MG).

Na ocasião, quesionado pela imprensa, o presidenciável negou qualquer tipo de agressão. O episódio ocorreu durante a chegada ao 27º Congresso Mineiro de Municípios. O evento era um debate que também contou com a participação de Marina Silva e Dilma Rousseff.

O programa tucano também usou imagens de um comício do PT em que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, afirma que o PSDB “tem que apanhar nas ruas e nas urnas”.

"Gato escondido"
O programa da candidata Dilma Rousseff (PT) por sua vez não poupou Serra de críticas. Usando um tom bem humorado, os petistas disseram que Serra tenta esconder o ex-presidente da Dersa, Paulo Preto, mas “o gato escondido fica com o rabo de fora”.

Paulo Preto é acusado por uma reportagem da revista Istoé de sumir com R$4 milhões da campanha de Serra, arrecadados com empresas de infraestrutura que ajudaram a erguer o rodoanel Mário Covas.
nullApesar das críticas, o programa de Dilma Rousseff se dedicou exclusivamente aos temas ambientais, tentando colar a imagem de Dilma e do governos aos ex-ministros do Meio Ambiente, Marina Silva e Carlos Minc. Comparando a queda no desmatamento da floresta amazônica com o governo de Fernando Henrique Cardoso, o programa de Dilma diz que a queda brusca no desmatamento foi reflexo dos esforços de “Marina Silva e Carlos Minc”.

A aproximação com Marina também aconteceu com a exibição de depoimentos de Pedro Ivo, assessor pessoal de Marina Silva que apoia Dilma no 2° turno, e da filha do seringueiro Chico Mendes, amigo pessoal de Marina que foi assassinado no Acre em 1988.

Dilma também explorou a aproximação dela com os professores universidades, afirmando que mais de cinco mil docentes das universidades federais fizeram um manifesto de apoio à candidata petista. Usando o depoimento do cientista Miguel Nicolelis e de Alosio Teixeira, reitor na UFRS, Dilma afirma ser a candidata mais capaz de elevar o nível de qualidade da educação pública brasileira.

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