Serra sobe tom contra Lula e associa corrupção a loteamento

Cercado por apoiadores, tucano também fez ataques à política comercial e à administração de investimentos

Nara Alves, enviada a Santa Catarina |

Futura Press
José Serra, o governador em exercício José Trindade e o ex-governador de Santa Catarina e candidato ao senado pelo PMDB, Luiz Henrique da Silveira
Depois de tecer elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visitas ao Nordeste do País, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra aproveitou que estava entre amigos em visita à Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para subir o tom. Durante a visita fez hoje a Florianópolis, o tucano disse que com o PT, que sempre foi o arauto da moralidade, o loteamento da máquina pública atingiu o ponto mais elevado da história, o que resultou em um avanço da corrupção no País.

Na sucessão de críticas a Lula, Serra atacou a política comercial do governo federal. "Política comercial agressiva não é o presidente ficar viajando com avião de empresários", provocou Serra, que recebeu da Fiesc uma lista de propostas para um eventual governo. 

Serra também reservou críticas à política de investimentos federal e à maneira como o governo divulga números do setor. "Quem só vê televisão acha que o governo federal está afogando o Brasil com tantos investimentos", ironizou, citando como exemplo dados sobre o aumento da oferta de vagas no ensino técnico. "Há muita onda no Brasil dizendo que expandiu o ensino técnico. Não é fato. Eles apresentam números agregados com São Paulo e aí parece que houve uma euforia nessa modalidade", disse o tucano.

Serra também guardou parte dos ataques para a rival petista Dilma Rousseff. Declarou, por exemplo, que não é preciso alterar a Constituição para fazer a reforma tributária. "Não é uma abstração como a Dilma pensa. Esse governo nunca fez um projeto", afirmou.

O presidenciável voltou a criticar o que chamou de desindustrialização do país, além de tratar da elevação dos juros e da carga tributária. Ele defendeu parcerias público-privadas para melhorar a infraestrutura de rodovias e aeroportos. "Nós já estamos com apagão aéreo", afirmou.

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