Serra: 'se Dilma sabia, é crime'

Sobre suposto caso de propina na Casa Civil, candidato tucano diz que 'esquema não começou em abril, vem de muito tempo'

Flavia Salme, iG Rio de Janeiro |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, não quis responsabilizar diretamente a adversária petista Dilma Rousseff sobre as denúncias de pagamento de propina na Casa Civil divulgadas neste sábado (18) pela revista Veja . No entanto, questionado se achava que Dilma conhecia o esquema, o tucano respondeu: “Se sabia, é crime. Se não sabia, prefiro não falar. Bom, se não sabia era péssima administradora”, afirmou durante campanha na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro.

A revista Veja deste sábado aponta que o pagamento de propina era feito dentro do ministério da Casa Civil, na época em que a pasta esteve sob comando de Dilma Rousseff. O pagamento ilegal, diz a publicação, seria referente à cobrança de "acerto" do contrato emergencial para aquisição de Tamiflu ( usado na pandemia de Gripe Suína ).

De acordo com o tucano, a campanha da petista quer convencer os eleitores de que a corrida eleitoral é uma coisa e governo, outra. “A gente sabe que não é assim. A gente sabe que um esquema na Casa Civil não é um esquema que se criou a partir de abril, é coisa que vem desde há muito tempo”.

Evitando citar a adversária do PT, Serra afirmou que as denúncias na pasta são graves. “Já é o terceiro escândalo da Casa Civil neste governo. No mundo inteiro não é comum acontecer problemas na Casa Civil, que é o coração do governo”, falou.

O tucano se recusou a comentar as últimas pesquisas eleitorais que apontou Dilma com 51% das intenções de voto contra 25% de sua candidauta -- resultado de uma queda de dois pontos percentuais em relação ao último levantamento do Ibope. Contudo, Serra afirmou que tem sido "bem recebido" em todo os lugares que vista no Brasil. "Tudo o que vejo é carinho, afeto, engajamento. Eleição a gente disputa no dia, vamos trabalhando".

José Serra esteve no bairro de Icaraí, zona sul de Niterói. Acompanhado do candidato à vice-presidência, o deputado Indio da Costa, tomou café em uma padaria e visitou o comércio de luxo da região.

A portadores de deficiência, Serra critica gastos da União

Depois da caminhada em Niterói, o candidato participou de encontro com pessoas com deficiência em um casa de show na zona oeste da capital fluminense. Diante da platéia, boa parte crianças, Serra voltou a falar sobre o novo escândalo no governo federal. "Isso é dinheiro da educação, da saúde, do salário mínimo, do regime previdenciário, que vai para o bolso dos corruptos e dos mensaleiros".

No evento, o tucano reafirmou a intenção de criar um ministério para pessoa com deficiência e da “rede Zilda Arns”, com cinquenta hospitais de reabilitação no Brasil, quatro deles no Rio de Janeiro. Ele ainda criticou os gastos da União para garantir estudo profissionalizante a portadores de necessidades especiais e afirmou que, no ano passado, para cada R$100 destinados ao grupo, R$ 4 foram efetivamente gastos. "Neste ano, não gastaram nada até agora".

Além de Índio e Serra, também estavam presentes o candidato ao governo do Estado Fernando Gabeira (PV), o candidato à vice Márcio Fortes (PSDB) e os candidatos ao Senado César Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).

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