Acompanhado do vice, presidenciável diz que PT procurou inviabilizar o Plano Real, lei de responsabilidade fiscal e Fundef

José Serra(e), acompanhado de seu vice na chapa, Indio da Costa (DEM-RJ), participa de almoço-debate LIDE
Agência Estado
José Serra(e), acompanhado de seu vice na chapa, Indio da Costa (DEM-RJ), participa de almoço-debate LIDE
O candidato tucano à Presidência, José Serra, afirmou hoje que o PT está se beneficiando da aprovação de projetos, como o Plano Real, a de responsabilidade fiscal e o Fundef, apesar de ter votado contra. "O PT se beneficiou disso tudo embora tenha votado contar tudo isso", disse durante encontro do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista. "O PT votou contra o Plano Real, procurou inviabilizá-lo. Foi contra a lei de responsabilidade fiscal, eles foram até o Supremo, se não me engano, e votou contra o Fundef", afirmou.

Ao lado de toda cúpula tucana e de seu vice, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), Serra voltou a criticar a desindustrialização da economia brasileira e aproveitou para alfinetar sua principal concorrente, a candidata petista Dilma Rousseff. "A assessoria dela (Dilma) deixou de avisá-la que a gente tem que comparar o Brasil com países em desenvolvimento. Eu não quero discutir como vai ser o Brasil no ano de 2050. Para ser um país sem pobreza, temos que crescer 4,5% ao ano".

Serra atribuiu o baixo crescimento da economia brasileira nas últimas duas décadas a "choques de estilos de governo", se referindo à alternância entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. "O Brasil ainda não definiu um plano de desenvolvimento devido a choques de estilos de governo", afirmou.

O candidato também se referiu ao biodiesel da mamona com ironia. "Eu achava que era bom só para limpar vidro de carro. Depois, o biodiesel de mamoma ia salvar o Brasil. De repente, a mamona sumiu, está esquecida. Valia a pena até fazer um obituário", brincou. Em seguida, Serra voltou a provocar o governo Lula ao afirmar que o Fome Zero é um programa social inexistente. "Vocês vão em alguns Estados que dependem de BR (rodovias federais), é impossível. É como o Fome Zero, que alguém avalia como bom, mesmo não existindo".

Cúpula tucana e aliados

Marcaram presença no evento os principais nomes da cúpula tucana e aliados, como o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (DEM), o candidato ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), os senadores Heráclito Fortes (DEM-PI), Sérgio Guerra (PSDB-PE), Marisa Serrano (PSDB-MS), o candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB), os deputados José Aníbal e Walter Feldman, o presidente OAB-SP, Luiz D'Urso, e o presidente licenciado da SPTuris, Caio Carvalho.

O Lide reúne 650 empresas, que representam 43% do PIB (Produto Interno Bruto) privado brasileiro. Para uma empresa ser aceita como sócia, o Lide exige um faturamento anual mínimo R$ 200 milhões. Entre as novas associadas está a Natura, do candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV).

Com sua participação hoje, Serra encerra o ciclo de debates do Lide. As presidenciáveis Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT) também já participaram do evento.

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