Serra promete duplicar beneficiários do Bolsa Família

De camisa azul e com os companheiros de chapa, tucano enfrenta protestos e volta a fazer criíticas sobre tributação de saneamento

Nara Alves, iG São Paulo |

Em Jundiaí por ocasião da campanha, o candidato do PSDB José Serra afirmou hoje que pretende duplicar os beneficiários do Bolsa Família e que ‘propostas polêmicas são ideias do PT’. Acompanhado de Geraldo Alckmin, dos candidatos ao Senado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), o tucano enfrentou protestos, voltou a fazer críticas sobre a tributação do sistema de saneamento e ironizou o fato de Dilma ter assinado a sua proposta de governo sem ler.

“Achei incrível”, disse ele especulando sobre a versão que seria entregue ao TSE. “Na verdade, acho que a proposta era entregar aquela mesmo...foi entregue uma versão trabalhada para tirar essas coisas mais polêmicas que são autenticamente ideias do PT. Afinal de contas foram aprovadas em Congresso”, afirmou Serra, ressaltando que, quando ministra, Dilma assinou várias dessas propostas para o presidente Lula.

Questionado sobre ampliação do programa social Bolsa Famíla o tucano disse ser perfeitamente viável. "Do ponto de vista de recursos não é nada abusivo, não", disse. E citou o economista Marcelo Neves, da FGV, que afirmou que é factível. "Eu me senti confortável porque é a especialidade dele".

Serra voltou a criticar a tributação do sistema de saneamento no País e afirmou que Jundiaí "é uma cidade modelo no Estado de São Paulo, muito bem administrada, que tem sistema de saneamento próprio". Segundo ele, são desperdiçados R$ 2 bilhões ao ano em tributação e esse dinheiro poderia estar sendo investido em saúde e meio ambiente.

Protesto
Serra chegou ao meio dia e meia a Jundiaí (SP). Ao sair de uma lanchonete, onde tomou um café com leite, manifestantes começaram a gritar “Dilma nele!”, em referência à principal adversária na disputa ao palácio do Planalto.

A manifestação reivindicando melhores salários para os professores foi organizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), entidade que manteve uma relação de constantes atritos com José Serra como governador. Os manifestantes não chegaram a interromper a caminhada e o candidato não respondeu às provocações.

O governo Serra foi marcado por greves e confronto entre a polícia e professores, que organizaram uma manifestação na Avenida Paulista chamada de “bota-fora”, quando o tucano deixou o governo para se candidatar a presidente. O PSDB e o DEM responderam com uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a Apeoesp e a presidente da entidade, Maria Izabel Noronha, a Bebel, por uso da estrutura sindical em contrapropaganda eleitoral.


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