Serra espera 2º turno, mas é cauteloso sobre apoio de Marina

Em campanha na cidade mineira de Diamantina, candidato evita fazer ataques à adversária Dilma e ao presidente Lula

Adriano Ceolin, enviado a Diamantina (MG) |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, afirmou nesta sexta-feira que acredita na realização de segundo turno na eleição deste ano. O tucano, no entanto, preferiu não cogitar um eventual apoio de Marina Silva (PV) à sua candidatura. O tucano fez campanha em Diamantina (MG), cidade natal do ex-presidente Juscelino Kubistcheck.

“Cada candidato faz a sua campanha para chegar à vitória. Ninguém fica esperando ajuda de ninguém”, disse, ao ser questionado sobre o assunto. Vamos buscar o resultado que permita ao País chegar ao segundo turno. “Para comparar melhor e escolher melhor aqueles que estão cotados”, completou o candidato do PSDB.

Serra evitou ataques diretos à candidata do PT, Dilma Rousseff. “Vou fazer minha campanha como venho fazendo, viajando sempre em contato direto com o povo, dizendo a verdade e apresentando minhas propostas”, disse, afirmando que a petista evita o corpo-a-corpo e a aproximação de jornalistas.

O tucano esteve acompanhado do ex-governador mineiro e candidato ao Senado, Aécio Neves (PSDB). Pela primeira vez nesta campanha, também contou com o apoio de Itamar Franco (PPS), que disputa a segunda vaga do Senado por Minas Gerais na chapa liderada por Aécio e o governador e candidato à reeleição, Antonio Anastasia.

Em 2002, quando Serra foi candidato à Presidência pela primeira vez, Itamar apoiou o então candidato do PT Luiz Inácio Lula da Silva. “É um orgulho tê-lo ao meu lado. É um homem que conduziu uma transição dificílima a partir do impeachment do então presidente da República (Fernando Collor de Mello)”, disse, durante comício improvisado no centro de Diamantina.

O tucano também não quis entrar em polêmicas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Não vou fazer juízo das devidas ou indevidas declarações do Lula”, disse. O tucano, porém, citou JK ao fazer uma crítica indireta ao atual presidente. “Nunca vi JK atacando pessoalmente ninguém”, disse. Recentemente, Lula disse que queria extirpar o DEM, partido aliado de Serra.

Além de um pequeno comício, Serra participou de uma carreata e caminhada pelo centro histórico da cidade. Num bar tradicional, tomou chope acompanhado por Aécio e Anastasia. Depois, fez uma visita na casa onde JK morou na infância.

No local, posou para fotos no quarto que foi de JK, onde recebeu uma carta da filha adotiva do ex-presidente, Maristela. “O fim da mensagem dizia “em Minas Gerais mineração e eleição a gente só vê o resultado depois da apuração”.

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