Serra diz ter 'toda confiança' de que estará no segundo turno

Para o candidato tucano, 'tem gente' que defende imprensa livre quando ela fala bem

Agêcia Estado |

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O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, preferiu não comentar a pesquisa Datafolha divulgada ontem, na qual a presidenciável Dilma Rousseff (PT) caiu dois pontos porcentuais e ele subiu um ponto, dentro da margem de erro. "Eu não comento pesquisa senão não faço outra coisa.
Estou com toda a confiança do mundo que estarei no segundo turno. Disso eu tenho uma enorme confiança, independente de pesquisas", declarou o tucano, em visita a Sinop (MT), na tarde de hoje.

Sem citar nomes, ele disse que "tem gente" que defende a imprensa livre quando ela fala bem. "O que está incomodando este pessoal é o fato de que a imprensa está apresentando notícias que mostram abusos, desvios de dinheiro, nepotismo, maracutaia com dinheiro público, e esta imprensa incomoda os donos do poder. É somente isso, é uma oposição de conveniência. Não há país democrático no mundo sem imprensa livre. Quem hoje persegue a imprensa, amanhã vai perseguir credos religiosos e assim por diante", afirmou.

O tucano afirmou ainda que em seu eventual governo não irá promover um "loteamento da máquina governamental". Ele afirmou que nunca fez isso quando foi ministro da Saúde, prefeito ou governador de São Paulo.

Serra explicou que gostaria de fazer campanha em Mato Grosso e escolheu Sinop por gostar da cidade. "Sinop é um município diferente, que tem poucas décadas, progride com gente de todas as partes do Brasil. Vim ao lugar representativo do Centro-Sul brasileiro."

Serra fez vários elogios a Mato Grosso e afirmou que o Estado terá papel importante em sua gestão, caso vença as eleições. Disse ainda que é muito fácil investir no Estado. O tucano citou como exemplos obras que disse ter realizado quando foi ministro do Planejamento, como a Ferronorte. "Eu fiz muita coisa por aqui, sem contar na área da Saúde", disse.

De acordo com o tucano, Mato Grosso tem uma questão muito importante a ser resolvida: o território de fronteira aberta. A proposta do candidato é formar uma guarda nacional que trabalhará em conjunto com a Polícia Federal (PF) e as Forças Armadas. Ele reafirmou ainda que pretende criar o Ministério da Segurança e combater o tráfico de drogas e armas.

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