Serra diz que, se eleito, pode atrair o PMDB para sua bancada

Em sua primeira agenda pública depois do primeiro turno, tucano diz que PMDB tem identidade com seus projetos

Nara Alves, iG São Paulo |

Em sua primeira agenda pública depois do primeiro turno, o presidenciável tucano José Serra afirmou acreditar que conseguirá formar uma maioria no Congresso, caso seja eleito. “Estou plenamente confiante de que, se vencedor, terei uma boa maioria para governar o Brasil”. A declaração foi dada em visita a obras da avenida Jacu Pêssego, que ligará a região do ABC paulista ao Rodoanel.

O candidato minimizou o fato de a base aliada do governo Lula ter alcançado a maioria entre os eleitos para a Câmara dos Deputados e também para o Senado. “Isso daí, no Brasil, nunca é assim. Você tem gente dos partidos que têm mais identidade com projetos nossos”, afirmou. Como exemplo, ele citou o PMDB.

Serra afirmou que, quando foi prefeito de São Paulo, conseguiu aprovar projetos importantes mesmo quando teve minoria. Serra disse também que conseguiu aprovar o projeto dos remédios genéricos no Congresso quando ele foi ministro da Saúde no governo Fernando Henrique Cardoso. E que vai construir uma maioria sem fazer troca-troca. “Sempre tive maioria política para governar, no nosso estilo, sem troca-troca, sem loteamento, com a corrupção deixada de lado”, afirmou.

Apoio do PV

Com relação às alianças para o segundo turno das eleições presidenciais, o tucano disse que o PV esteve com o PSDB tanto em seu governo na Prefeitura quanto no governo do Estado de São Paulo. “O PV fez parte do nosso governo e em boa parte do País isso se repete”, afirmou. O candidato voltou a dizer que os projetos do PSDB, em grande parte, coincidem com as idéias do Partido Verde e que ele é um “ambientalista”.

De acordo com Serra, o posicionamento dele sobre a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, é a mesma da ex-candidata Marina Silva , do PV. Marina, que durante a maior parte da sua vida política foi filiada ao PT e serviu ao governo Lula no Ministério do Meio Ambiente até 2006, deixou o governo, entre outros motivos, por discordâncias com a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sobre a usina de Belo Monte.

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