Serra diz que PT fala uma coisa e faz outra quando chega ao poder

Para candidato tucano, é possível que num eventual novo governo o Partido dos Trabalhadores poderá dar um freio na economia

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, voltou a criticar as estradas federais e acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de dizer uma coisa e fazer outra quando chega ao poder. Ele se referia a uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo , segundo a qual a candidata Dilma Rousseff (PT) estaria estudando medidas de aperto fiscal no início de um eventual governo.

Questionado pelos jornalistas se seria possível arrumar a economia no seu governo, Serra disse que “dá para arrumar, mas não precisa dar um freio na economia. É possível que o PT faça, como sempre. Diz uma coisa e faz outra quando chega lá. Não é o meu caso”.

O candidato visitou a cidade paulista de Sorocaba, onde fez uma caminhada pela região central e depois visitou um conjunto habitacional da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), no bairro Jardim Tulipa. O conjunto foi construído quando Serra foi governador do Estado.

Em entrevista à imprensa, Serra criticou as estradas federais e os pedágios cobrados nessas estradas. “Os pedágios federais, como a imprensa mostra, são uma fraude. Não tivemos investimento nenhum nas rodovias federais. Temos rodovias federais da morte em todo o Brasil. Graças a Deus as estradas de São Paulo não são assim”, afirmou.

Ao ser abordado por uma repórter da TV Brasil, que pediu a ele um comentário sobre as chances dele reverter o resultado da mais recente pesquisa Datafolha (Serra aparece com 30% e Dilma com 47%), o candidato tucano respondeu: “Pergunta lá pro pessoal da TV Brasil. Eles têm uma opinião”. Ao ser questionado pelos jornalista por que ele não está aparecendo nos programas de seus aliados durante o horário eleitoral gratuito, Serra afirmou: "Isso é bobagem".

Agência Estado
Serra visita CDHU em Sorocaba (SP)
Durante a visita de Serra ao conjunto da CDHU, que foi feita entre as 16 horas e 17h20, o candidato foi acompanhado pelo prefeito de Sorocaba, Vitor Lippi (PSDB). Questionado se não estaria fazendo campanha durante o expediente, Lippi disse que não. "Sou um agente político. Naturalmente, não sou um funcionário público porque sou eleito”, afirmou. O prefeito disse que não tem um horário de expediente como outros funcionários da Prefeitura e acrescentou que nenhum funcionário estava ali fazendo campanha. "Eu não bato cartão. Eu faço a minha agenda. Isso (acompanhar Serra) faz parte da minha agenda política", respondeu.

O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, também esteve em Sorocaba, mas participou apenas da caminhada. Ele chegou atrasado e disse que demorou a chegar porque estava em encontro da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

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