Serra diz que Lula 'passou dos limites' na campanha do 2º turno

Para tucano, o presidente deixou de governar e 'ficou todo jogado para eleger Dilma'

Agêcia Estado |

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O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição e disse que neste segundo turno ele "passou dos limites". Segundo o tucano, Lula deixou de governar e "ficou todo jogado para eleger Dilma", como se fosse uma questão de poder pessoal. Serra destacou que ninguém consegue governar de fora e que se a petista for eleita, "vai ficar tudo na mão dela". "Não há no mundo nem na história do Brasil um exemplo desse tipo que tenha funcionado, um presidente largar o governo para eleger o sucessor e ficar governando na sombra."

O tucano voltou a acusar o PT de fazer uma campanha baseada em mentiras contra ele e afirmou que Lula não diz a verdade ao afirmar que ele (Serra) não dará continuidade ao que o presidente fez no governo federal. Para Serra, a fala do presidente tem "motivos puramente eleitorais", dentro "dessa cisma que tem que ganhar de qualquer maneira". "Ele sabe que vou continuar", disse.

O candidato tucano voltou a desconsiderar, na sua quinta visita a Pernambuco nesta campanha, as pesquisas eleitorais que indicam a sua adversária, Dilma Rousseff (PT), com mais de 10 pontos porcentuais à frente na preferência do eleitorado brasileiro. "Acho que de fato há um empate técnico", afirmou.

Ele citou os institutos Vox Populi e Sensus como "alugados" e, mesmo não destratando o Ibope e o Datafolha - este considerado por ele "talvez o mais independente" -, disse que "mesmo no caso dos outros, há problemas metodológicos". "Não tem nada mais errado no Brasil do que pesquisa", reforçou o candidato, ao lembrar de eleições cujos resultados foram diferentes do que indicavam as sondagens. "Pesquisa é furada e isso no futuro vai ter de ser examinado."

Serra afirmou não serem promessas de campanha, mas "anúncio", o aumento do salário mínimo para R$ 600 e o 13º salário do Bolsa Família. Sobre o futuro da economia, disse que o governo tem de estar de olho no futuro, "porque o Brasil está com um déficit no exterior que é o maior da história". "Estamos pegando emprestado furiosamente do exterior ao contrário do que se diz", afirmou.

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