Após declarações de Sérgio Guerra, tucano justifica limite de gastos de R$ 180 milhões declarados para campanha

Em tom mais ameno que o usado pelo senador Sérgio Guerra (PSDB-CE), o candidato do PSDB à Presdiência, José Serra (PSDB), também justificou a previsão de gastar R$ 180 milhões na campanha deste ano pela necessidade de fazer frente à "mobilização da máquina governamental". O valor apresentado hoje pelo tucano é superior ao projeto pela campanha de sua rival petista Dilma Rousseff, que declarou como limite de gastos o valor de R$ 157 milhões.

Sem citar diretamente Dilma ou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra acrescentou que o limite de gastos declarado hoje à Justiça Eleitoral é apenas "teórico" e não deve ser levado "ao pé da letra".

“A eleição é mais difícil por causa da mobilização de toda a máquina governamental em todo o País”, disse Serra, durante visita a uma feira de calçados em São Paulo. “Não é exatamente o que vai ser gasto. Porque é melhor errar para cima do que para baixo.“

A declaração de Serra foi dada apenas algumas horas após o senador Sérgio Guerra (PSDB), presidente nacional do PSDB, declarar que a "influência do poder público", ocorrida sob várias formas, encarece o custo total da campanha. "Não quero aqui levantar outras suspeitas mas o peso da máquina do Estado facilita imensamente o uso de recursos públicos para campanhas. A gente está enfrentando isso aí, a manipulação do Orçamento, todas essas manobras que o Brasil não conhecia e agora está conhecendo de forma abundante”, disse Guerra na tarde desta segunda-feira.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.