Serra diz desconhecer panfletos com temas religiosos contra Dilma

Para candidato tucano, gráfica onde foram impressos os panfletos não têm nada a ver com sua campanha

Nara Alves, iG São Paulo |

Após evento na Associação Médica Brasileira em apoio à sua candidatura, o presidenciável tucano José Serra disse desconhecer os panfletos com temas religiosos que orientam a não votar na candidata do PT, Dilma Rousseff, sob a alegação de que ela seria favorável ao aborto. O tucano chegou a afirmar, por quatro vezes, que a impressão dos panfletos numa gráfica que teria como sócia uma pessoa filiada ao PSDB não tem nada a ver com a sua campanha à Presidência da República.

Agêcia Estado
Serra em evento na Associação Médica Brasileira
“Não conheço o folheto. Tenho a informação de que a Diocese de Guarulhos encomendou a uma gráfica a impressão de folhetos emitindo orientações para os seus fiéis... A despesa é por conta da diocese e ela tem pleno direito de manifestar-se sobre questões que considera relevante do ponto de vista da religião. Isso não tem nada a ver com a campanha”, afirmou o tucano em São Paulo na tarde desta segunda-feira.

Hoje, o PT anunciou que pedirá apuração na Justiça sobre suposta participação de tucanos com a gráfica Pana, onde foram encontrados dois milhões de panfletos com teor religioso e contrários a Dilma. No registro comercial da gráfica aparece o nome de Arlety Satiko Kobayashi, que seria filiada ao PSDB e que é irmã de Sérgio Kobayashi, coordenadora de infraestrutura da campanha de Serra.

Serra também minimizou o fato de a gráfica pertencer a uma pessoa filiada ao PSDB. “O fato de a gráfica ser de um parente de alguém que está trabalhando na campanha é irrelevante”, afirmou o candidato.

Questionado sobre o suposto envolvimento de um ex-funcionário do Ministério da Saúde, de nome Paulo Ogawa, quando ele comandava a pasta, Serra disse que não se lembrava pelo nome. “Mas e daí?”, perguntou.

O candidato tucano voltou a dizer que a gráfica é um negócio particular e que a encomenda é uma relação “lícita entre o cliente e uma empresa privada que não tem nada a ver com nossa campanha”. Serra ainda ressaltou que não há dinheiro da campanha envolvido e que é preciso defender a liberdade religiosa e de manifestação da diocese.

Serra criticou o PT e chamou a denúncia, que foi publicada pela imprensa, de factóide. “O PT tem muita coisa errada. Então, o que eles querem é fazer nivelação.”

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