Serra: Dilma desrespeita o eleitor ao sentar na cadeira

O candidato tucano rebateu hoje a afirmação da petista, que ontem disse que "estenderá" a mão para Serra

Nara Alves, iG São Paulo |

O candidato tucano à Presidência, José Serra, rebateu neste domingo a afirmação da rival petista, Dilma Rousseff, que ontem disse que "estenderá" a mão para Serra. Para o tucano, a declaração demonstra falta de respeito. Serra participou hoje de uma reunião na Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, na capital paulista.

"É uma falta de respeito com os eleitores porque sentar na cadeira a mais de um mês antes da eleição. Quem vai decidir quem vai sentar na cadeira é o povo, e não uma candidata isoladamente", disse. O primeiro turno da eleição acontece no dia 3 de outubro.

AE
Ao lado da mulher, Monica, José Serra é recebido por nordestinos

Em seu discurso na Associação, Serra criticou o governo federal e afirmou que faltam investimentos. "Não dá para fazer um julgamento abrangente, mas na questão da irrigação, dos portos e dos aeroportos, falhou", afirmou. Citando o programa Minha Casa Minha Vida, o tucano voltou a dizer que o governo não utiliza bem os recursos que deveriam ser aplicados em moradia popular.

Serra ressaltou que enquanto esteve à frente do governo de São Paulo, ajudou o governo federal. "Dilma quer faturar em cima disso ( das ações do governo de São Paulo )", afirmou, dando como exemplos a urbanização das favelas de Heliópolis e Paraisópolis, onde, segundo ele, o governo Lula aplicou apenas 20% ou 30% do total investido nas comunidades.

nullAo final do encontro, Serra pediu para que os nordestinos residentes em São Paulo enviassem cartas a seus parentes que vivem no Nordeste contando as ações de seu governo no Estado e pedindo votos. O tucano também dançou e cantou ao lado de Mônica Serra e lideranças da Associação.

Mônica Serra critica Dilma como mulher

Tratada como madrinha da Associação dos Nordestinos, a mulher de Serra, Mônica Serra, também fez um breve pronunciamento. Em sua fala, Mônica criticou indiretamente a candidata Dilma Rousseff por não se pronunciar sobre o caso da iraniana condenada à morte por susposto adultério.

"Uma mulher estava prestes a ser apedrejada até a morte no Irã e uma mulher que diz que quer ser a mãe de todos os brasileiros não se pronunciou. Eu tive vergonha. Uma mulher com a visibilidade que ela tem e não se pronunciou", afirmou. Mônica lembrou que viveu em uma ditadura no Chile, seu país natal, e disse que "reconhece os valores que são esquecidos numa ditadura", como o valor à vida.

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