Serra defende investimentos em pesquisas na Amazônia

Caso seja eleito Presidente, tucano também investirá em transporte aéreo e hidroviário

Mário Bentes, iG Amazonas |

Entre os vários assuntos tratados em sua visita oficial ao Amazonas, nesta sexta-feira (20), o candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, procurou tratar de temas relacionados à região, além da Zona Franca de Manaus – que disse querer “perenizar” –, mas também pesquisas científicas na área de biodiversidade. Serra também falou em investimentos em transporte aéreo e hidroviário.

Ao defender mais investimentos em pesquisas científicas, Serra citou o exemplo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do São Paulo (FAPESP) como polo do repasse de verbas para pesquisas, inclusive na região.Porém, não citou instituições equivalentes instaladas em Manaus, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

Outra instituição amazonense de prestígio é o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa),que existe há 56 anos, considerado um dos maiores do mundo na área de biodiversidade. Serra também falou sobre questão portuária. Após criticar a estrutura do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, defendeu investimentos no porto flutuante de Manaus.

O que o candidato não sabia era que a gestão do porto foi transferida do Governo do Estado do Amazonas, no ano de 2000, para um grupo privado. Alertado pelo ex-deputado Pauderney Avelino (DEM) durante coletiva à imprensa, Serra emendou o discurso, afirmando que as privatizações ainda geravam custos para a população.

“Fofocas da oposição”

Durante todo o dia, Serra respondeu a um mesmo questionamento por parte de vários jornalistas: se como Presidente da República manteria o modelo Zona Franca de Manaus. Em sua defesa, afirmou que tudo o que era dito ao contrário – de que não manteria o modelo ZFM – não passava de “fofoca da oposição”.

Segundo o candidato tucano, outro tipo de “boato” apareceu nos últimos dias: se eleito, daria fim ao Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), que, por meio de empréstimos ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), canaliza cursos d’água na área urbana da cidade e provocou a retirada de parte da população que habitava suas margens.

A vinda de José Serra a Manaus começou ao meio-dia com um almoço-palestra na programação do Grupo de Lideranças Empresariais (Lide), no Tropical Hotel e seguiu-se com uma visita às instalações da Moto Honda da Amazônia, que usufrui dos incentivos fiscais da Zona Franca. Ao final, caminhou pelas ruas de um bairro da periferia.

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