Serra defende governo colombiano e acusa Bolívia de narcotráfico

Candidato tucano reúne-se com presidente da Colômbia e diz que a Bolívia tem cumplicidade com as Farc

Nara Alves, iG São Paulo |

Após reunião com o presidente da Colômbia, José Manuel Santos, em um hotel em São Paulo, o candidato tucano à Presidência, José Serra, defendeu o governo colombiano e acusou a Bolívia de cumplicidade com as Farc, criticando o que ele chamou de “falta de pressão diplomática do Brasil” para a redução do tráfico de cocaína na fronteira entre os dois países.

“A Colômbia ajuda na medida em que está interessada no combate à cocaína”, disse o candidato. Já a Bolívia, segundo ele, é “cúmplice por não tomar providências e ser, de longe, o principal fornecedor”, afirmou. Serra disse que o Brasil não faz pressão diplomática “devido à ideologia do partido do governo” que, segundo ele, mantém uma “espécie de embaixador” das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no governo, referindo-se à contratação por Dilma da esposa de um líder das Farc abrigado no Brasil.

Segundo Serra, a política externa no governo Lula não é de Estado, mas sim de partido. Ele voltou a dizer que o PT tem ligações com as Farc e citou declaração do assessor para Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Marco Aurélio Garcia, segundo o qual as Farc são uma força política. “As Farc são uma força terrorista”, disse Serra.

O candidato tucano voltou a atacar sua adversária petista, Dilma Rousseff. De acordo com ele, as fronteiras do Brasil são as mais mal guardadas no mundo, ao contrário do que disse Dilma anteriormente. “Deve ter sido algum desvio de linguagem”, disse Serra referindo-se a Dilma.

    Leia tudo sobre: eleições serrapleito 2010eleições dilmacolômbiafarc

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG