Serra defende ex-diretor da Dersa e nega desvio de R$ 4 milhões

Tucano classifica acusação como "injusta" e afirma que não houve desvio em sua campanha

Nara Alves, enviada a Aparecida (SP) |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , saiu em defesa do ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. No último domingo, durante o debate da Band, a candidata petista Dilma Rousseff acusou o engenheiro de desviar R$ 4 milhões da campanha tucana.

“Essa acusação contra ele é injusta porque não houve desvio por parte de ninguém, nem do Paulo Souza”, disse Serra hoje após missa em Aparecida, no interior de São Paulo. “Ele é totalmente inocente nessa matéria, completou.

Segundo o candidato, a acusação de Dilma é “absolutamente falsa”. “O Paulo Souza não está trabalhando na área de finanças, nunca recolheu dinheiro e eu saberia. Isso não aconteceu em absoluto. No dia do debate, a candidata colocou isso no final de um bloco e eu não tinha mais como responder. Não houve nenhum desvio”, afirmou.

Serra também criticou a petista por estar “preocupada com desvio de verba da nossa campanha” e aproveitou para cutucar a candidata. “Nossa preocupação é o desvio do dinheiro na Casa Civil, dos contribuintes. Isso é falta de assunto por parte da candidata que quer fazer todo esse floreio”, disse. O presidenciável minimizou a denúncia, que chamou de “ridícula”. “São factóides feitos para pegar na imprensa. Deu certo. É uma tempestade não em um copo d’água, é num cálice”, criticou.

De acordo com o tucano, Paulo Souza entrou na Dersa em 2006 e deixou o cargo de diretor quando entrou o novo governador, Alberto Goldman, em abril deste ano. “A relação que eu tive com ele foi através do Secretário e da empresa. Ele até ganhou prêmio de engenharia no ano passado. Nunca ouvi nada, nunca ninguém levantou nada. É completamente ridículo”.

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