Serra culpa mídia por não discutir questões econômicas

Candidato tucano diz que, na média, a população está satisfeita com a política econômica no curto prazo

Nara Alves e Adriano Ceolin, iG São Paulo e Brasília |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, culpou hoje a imprensa por não colocar em discussão temas como o atual modelo econômico, a desindustrialização do País e a falta de investimentos do governo em projetos de desenvolvimento.

“São temas de verdade que estão fora da campanha. Falar de política é o ti-ti-ti que pouco interessa à população também”, disse Serra, durante sabatina na Abimaq (Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos), na capital paulista. “Há uma certa interdição de debate em relação à política econômica”, afirmou.

Serra citou como exemplo a falta de investimentos em saneamento. Segundo ele, a maior parte deles é feita por Estados e municípios. “Às vezes é até curioso. De repente, o jornal cobra que não se fala de saneamento, mas o próprio não publica”, afirmou.

O tucano, porém, ponderou que a “média da população” também não quer saber de temas como macroeconomia. “Isso não é assunto para campanha. Na média, as pessoas, o que é natural, vivem do seu dia a dia. Há uma grande satisfação com o curto prazo, com a renda, com o emprego”, disse.

Serra voltou a afirmar que o atual governo não tem política a longo prazo e que o Brasil “caminha para a desindustrialização”. “Quem está na vida pública tem de enxergar os problemas a médio e longo prazo. Senão, não precisava de governo”, disse.

Em outro momento, ao falar que foi responsável pela implementação do FAT (Fundo da Amparo ao Trabalhador), Serra lamentou que isso não lhe rende votos. “Não traz muito dividendo político eleitoral”, disse. O candidato ainda criticou o que chamou de financiamento público de fusões. "Se tem uma fusão, que se funda", afirmou.

Serra acusa Dilma

nullO candidato do PSDB voltou a cobrar explicações da candidata petista Dilma Rousseff sobre a suposta montagem de um dossiê contra o tucano "com finalidade eleitoral". Ele classificou de "transgressão gravíssima" a quebra de sigilo de quatro pessoas. "Não é a primeira vez que eu sofro esse tipo de baixaria", disse, lembrando do dossiê dos aloprados.

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