Serra culpa governo por fim da CPMF e diz que Dilma copia ideias

Tucano deu entrevista após participar de palestra no XX Congresso Nacional de Santas Casas

Adriano Ceolin, iG Brasília |

nullO candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, culpou hoje o governo federal e base aliada pelo fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que havia sido criada como fonte de recursos para saúde. Ele deu a declaração após participar do XX Congresso Nacional de Santas Casas , em Brasília

A CPMF foi derrubada pelo Senado no fim de 2007, por 45 contrários a 34 favoráveis à renovação do imposto. Na oportunidade, a oposição – liderada pelo PSDB e pelo DEM – foi responsabilizada pela derrota imposta ao governo. Congressistas do PT e do PMDB disseram que o governo perdeu R$ 40 bilhões em arrecadação e prejudicou os gastos na área de saúde.

“O projeto de renovação da CPMF não falava de jeito nenhum de saúde. Quem atrasou o projeto foi a base do governo porque estava na CCJ e o pessoal da comissão disse que só daria curso ao projeto caso pudesse nomear o presidente de Furnas”, disse Serra.

“No Senado, eu tomei a iniciativa de dizer se vincular a um gasto extra eu acho que aprova. Então, a proposta, inclusive o texto base foi meu. Tive como um dos interlocutores o [Antonio] Palocci [deputado federal pelo PT e ex-ministro da Fazenda]”, explicou o tucano.

Cópia de propostas

nullSerra voltou a dizer que a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem copiado suas propostas. Citou como exemplo o caso das AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial), que o governo agora apresenta como UPAS. “Foram começadas por mim na Prefeitura de São Paulo. Tem 130 em São Paulo. Só que eles [o PT e Dilma] chamaram de UPAS”, afirmou.

O tucano citou como outro exemplo de cópia de propostas “a força de catástrofes” criada pelo PT. “Eu disse vamos criar uma Defesa Civil Nacional, uma tropa para atuar com rapidez”, disse.

“Logo, logo vem...Ela [Dilma] propõe uma força de catástrofe. Não leu direito o que eu falei. É para confundir a opinião pública. E a imprensa tende a tratar isonomicamente. Não tende a se dar o trabalho e ver quem propôs primeiro", completou. 

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