Serra critica Casa Civil, mas evita pedir afastamento de Erenice

Tucano diz que precisa de mais informações sobre o assunto, mas afirma que Casa Civil é 'foco de escândalos'

Nara Alves, enviada a Itapetininga (SP) |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , evitou condenar a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, quando questionado se ele apoiaria o afastamento dela do cargo. Serra afirmou que precisa de mais informações sobre o caso e evitou dizer se gostaria que ela fosse afastada. A atitude do tucano, neste caso, foi diferente do episódio de violação de sigilo da filha dele, Verônica Serra, quando o candidato pediu o afastamento do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo.

“Precisaria de mais informações”, afirmou Serra, para quem “a Casa Civil tem sido foco de escândalos nesse governo. Começou com Waldomiro Diniz, passou por José Dirceu e agora toda a equipe da Dilma”, afirmou. O tucano disse lamentar que isso esteja ocorrendo porque, segundo ele, a Casa Civil deveria ser um exemplo de seriedade para o governo.

Com relação à denúncia publicada na revista Veja sobre o filho da Erenice, que teria criado um esquema de lobby na Casa Civil, Serra afirmou: “É preciso acabar com essas histórias de lobby, de usar a máquina de Estado para finalidades de um partido, de grupos políticos e para ganhar dinheiro”. A maior vítima desses lobbies, afirmou, tem sido os Correios, que segundo o candidato, está desmoralizando uma importante empresa estatal que precisa ser fortalecida.

Serra afirmou ainda que a investigação que o governo propõe para o caso não é suficiente. “Tem que ter uma ação do Ministério Público e tem que ter uma investigação mais aberta”, concluiu.

Tatuí

Depois da caminhada em Itapetininga, Serra participou de um encontro político com 27 prefeitos do sudoeste paulista na cidade de Tatuí. Durante um discurso de 25 minutos, Serra enalteceu o trabalho do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, e creditou a ele as conquistas de sua gestão à frente do governo.

“Quando eu era ministro, ele era governador. Quando eu era prefeito, Alckmin era governador. Depois, eu virei governador e ele era meu secretário. E agora, ele vai ser governador de novo. Estamos aqui passando o bastão”.

Depois, o candidato tucano ao Senado, Aloysio Nunes, começou a discursar. Logo no início de sua fala, Serra o interrompeu repetindo três vezes o sobrenome “Nunes”, para que o eleitor não confunda Aloysio Nunes com Aloizio Mercadante, senador petista e candidato ao governo de São Paulo.

“Nós vamos trocar de Aloysio no Senado. Vai sair o Aloizio que ficou lá oito anos”, afirmou Aloysio Nunes. "Não é possível que São Paulo, o maior Estado da federação (em população), não tenha um representante à sua altura (no Senado)”, completou Serra.

O presidenciável tucano também fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que pretende ser presidente para recuperar o atraso nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. "Vamos governar o Brasil pensando numa economia forte para recuperar o atraso", disse, citando os portos obsoletos e os aeroportos congestionados.

* com Agência Estado

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