Serra cobra posicionamento de Dilma sobre aborto

No último dia de campanha, Serra participa de bate-papo por webcam com militantes do PSDB pela internet

Nara Alves, iG São Paulo |

No último dia de campanha, o candidato tucano à Presidência, José Serra, cobrou de sua principal rival, a presidenciável petista, Dilma Rousseff, um posicionamento sobre a questão do aborto. Durante um bate-papo pela internet com uma webcam, Serra respondeu ao vivo a perguntas enviadas por militantes e simpatizantes do PSDB.

"A Dilma deu entrevistas no passado dizendo que era a favor do aborto. E agora começou a escorregar. O mais grave é a gente ficar sem saber o que pensa. As pessoas têm que assumir", afirmou. O assunto tem sido tratado com cautela pela campanha petista. Nos últimos dias, ela foi ao público para desmentir boatos de que seria favorável ao aborto.

Serra lembrou que o projeto chamado de Declarações de Direitos Humanos feito pelo governo Lula "entrou no programa do PT e no programa de governo de Dilma". O documento, segundo ele, defende que "o aborto é um direito humano". E questionou: "Se o aborto é um direito humano, quem é contra o aborto é um delinquente".

Ainda na conversa com militantes pela internet, Serra voltou a acusar a Declaração de Direitos Humanos de tentativa de controle da imprensa e de "passar por cima da Justiça". "Quando alguém invade, a Justiça tinha que ouvir as partes", disse.

O tucano voltou a falar sobre os escândalos envolvendo a Casa Civil. "Imagine quanto pode ter custado as maracutaias na Casa Civil?", rebateu. Serra lembrou que as denúncias no ministério começaram com José Dirceu. O candidato também criticou a propaganda que o governo federal faz do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, boa parte das obras não saiu do papel.

O tucano voltou a falar sobre a importância da liberdade de imprensa. "Liberdade de imprensa não significa não reclamar. Se há erro, deve ser discutido no embate, mas não ameaçar o funcionamento da imprensa. Não substituir por comitês que são, na verdade, centros de censura", afirmou. Serra lembrou que foi por 4 anos editorialista do jornal "Folha de S.Paulo".

Ao falar sobre a função do vice-presidente, Serra disse que "vice é uma coisa que se criou no tempo que ia-se para a Europa de navio". Segundo ele, hoje na prática "vice ficou como uma figura para composição política", já que na verdade "o presidente continua governando".

1 milhão no Twitter

Na conversa, Serra se mostrou otimista com sua ida ao segundo turno e falou sobre o número de seguidores que tem no Twitter. "Nesse segundo turno vai a 1 milhão", disse. Hoje, o tucano tem quase 500 mil seguidores. "Quando comecei, eu tinha (proporcionalmente) com o Luciano Hulck, 7 a 1. Ultimamente ficou 6 a 1. Se eu me mantiver essa distância do Luciano Hulck eu estou feliz", brincou.

Antes da entrevista pela web, Serra participou de um "cadeiraço pela acessibilidade no Brasil” no vão do Masp , em São Paulo, fez uma caminha na cidade de Suzano e, em seguida, foi até Diadema, no ABC Paulista . Nas visitas, Serra evitou entrar em polêmicas ou criticar o governo Lula e sua candidata. Ao longo de todo o sábado, inclusive durante a entrevista pela web, Serra esteve ao lado do candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin.

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