Serra cita "valores morais" e ataca Lula e Dilma

Presidenciável fez comício de encerramento da campanha tucana na cidade Caxias do Sul, onde venceu no primeiro turno

Adriano Ceolin, enviado a Caxias do Sul |

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse na noite nesta terça-feira que “a questão dos valores morais” tornou-se o centro da campanha para o Palácio do Planalto em 2010. Na tentativa de subir nas pesquisas, o tucano manteve a estratégia de ataques como havia feito no debate da TV Record ao discursar em comício na cidade de Caxias do Sul (RS).

Agência Estado
Candidato tucano fez campanha em Caxias do Sul
“Os valores morais. Infelizmente essa questão acabou entrando como centro desta campanha”, disse, durante discurso para cerca de 3 mil pessoas no pavilhão da festa da uva em Caxias. “Porque nós temos os valores tradicionais da democracia brasileira sofrendo ataques”, completou.

nullSerra afirmou que, desde os anos 50, esta é a campanha presidencial em que mais se usa a máquina pública, referindo-se ao apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidata do PT, Dilma Rousseff. “Nunca houve uma campanha do nível de transgressão do jogo democrático, de utilização dos órgãos públicos de governo”, afirmou.

No debate da TV Record na segunda-feira, Serra já havia adotado um discurso mais agressivo contra Dilma. Ele precisa tirar a vantagem da petista, que, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto, aparece 11 pontos percentuais na frente. No Rio Grande do Sul, o tucano foi derrotado no primeiro turno. No segundo, lidera as pesquisas por uma pequena margem.

Jingle de Getúlio

Ao comparar as campanhas do passado, Serra contou ter feito boca-de-urna para Getúlio Vargas em 1950. Gaúcho, Getúlio foi eleito presidente pela segunda vez naquele anos, mas acabou suicidando-se antes de terminar seu mandato em meio a uma crise política em 1954.

Além de contar que ganhou um sanduíche para fazer boca-de-urna para Getúlio, Serra cantou um trecho do jingle de campanha do ex-presidente daquele ano. "Bota o retrato do velho outra vez, bota no mesmo lugar. O sorriso do velhinho faz a gente trabalhar.

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