Serra: autores de violação são petistas 'sem conserto'

Em Minas, tucano não poupa críticas à Dilma Rousseff e afirma novamente que 'o governo tem a obrigação de esclarecer os fatos'

Agência Estado |

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O presidenciável José Serra (PSDB) afirmou hoje que os responsáveis pela quebra do sigilo de tucanos em Minas Gerais e nas cidades paulistas de Santo André e Mauá são petistas "sem conserto" que cometem atos delituosos e, para se defender, começam culpando as próprias vítimas e depois procuram notícias para tirar o foco do assunto. "Esta é a especialidade do PT, eu disse outro dia, parece que está no DNA", disse o tucano, ao Divicity, site de informações de Divinópolis, cidade vizinha a Pará de Minas, ambas em Minas.

Serra ainda insistiu que a Polícia Federal (PF) deveria investigar "crime de estelionato" do secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, além de dirigentes da campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Para Serra, o governo tem a obrigação de esclarecer os fatos. "Cometeram um ato errado, um ato delituoso, um crime contra a Constituição, então, que pelo menos se indignem, que pelo menos reconheçam que foi uma coisa grave, que pelo menos, já que tem o governo na mão, promovam uma investigação para punir os responsáveis."

Neste momento, o candidato ao Senado por Minas Aécio Neves (PSDB) interrompeu o discurso de Serra para reafirmar que o governo e o PT devem apurar de maneira definitiva e punir os responsáveis. "A democracia não pode ser tratada no Brasil da forma que vem sendo tratada até aqui por alguns dirigentes do PT", afirmou o tucano mineiro.

Casa
Pouco mais de uma hora foi o tempo da visita de José Serra a Pará de Minas, na região centro-oeste do Estado. Cerca de cem pessoas esperavam pelo presidenciável em companhia de Antonio Anastasia (PSDB) e Aécio, respectivamente candidatos ao governo de Minas e ao Senado Federal. Os candidatos caminharam separadamente pela principal avenida da cidade cumprimentando eleitores.

Sobre as últimas semanas de campanha para o primeiro turno, Serra disse que gostaria de ver a Dilma em contato com o povo, porque, de acordo com ele, campanha presidencial se faz nas ruas, e não se escondendo como, diz, a petista faz. O candidato à Presidência afirmou que Minas é parte importante de sua campanha: "Minas para mim é prioridade e eu quero me tornar a prioridade de Minas", disse. "Em Minas eu me sinto em casa. Minas é uma síntese do Brasil."

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