Serra admite ¿campanha difícil¿ e passa mensagem de otimismo a militantes

Para o tucano, as próximas semanas serão cruciais porque o eleitor ¿fará a cabeça¿ na segunda quinzena de setembro

Nara Alves, enviada ao Rio de Janeiro |

Durante a inauguração de um comitê voluntário no Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro, o presidenciável tucano, José Serra , admitiu que sua campanha enfrenta uma disputa “difícil”, mas afirmou que a dificuldade era “prevista” e disse estar “otimista”. “Estamos numa campanha difícil, dura, aliás, como era previsto”, disse Serra. Ontem, pela primeira vez, a pesquisa Datafolha apontou vantagem da petista Dilma Rousseff na corrida presidencial.

Agência Estado
José Serra faz campanha em Nova Iguaçú, na Baixada Fluminense (RJ), acompanhado do candidato a vice, Indio da Costa
“Na vida eu sempre fui pessimista no diagnóstico e otimista na ação”, disse Serra. Mas, segundo ele, agora mudou esse princípio “instintivamente”. “Estou otimista no diagnóstico e na ação”, afirmou. Serra explicou a mudança lembrando que está é a nona eleição que disputa. “Ganhei 5 e perdi 3. Eu já tive na minha vida 80 milhões de votos somando tudo. E isso é que me leva ao meu otimismo”, justificou.

Só otimismo, no entanto, não garante a vitória, reforçou Serra. “Isso não é a mesma coisa que mapa astral. Um diagnóstico otimista e uma ação otimista não garantem a vitória. A gente tem que ter ação otimista e correta. A gente tem que saber como fazer. E tem que trabalhar muito, o que para mim não é uma dificuldade”.

Serra reforçou a importante de um trabalho correto. “Vai ser importantíssimo nas próximas semanas porque as pessoas vão fazer as suas cabeças ao longo do tempo. Na verdade, na segunda quinzena de setembro, mais ou menos, é o período mais decisivo, segundo a minha própria observação de processos eleitorais”, afirmou.

O tucano também admitiu que às vezes se questiona se vai conseguir responder às expectativas de seus eleitores caso seja eleito. “Na vida, há coisas que a gente tem mais segurança e menos segurança. Eu não sou essa solidez de segurança para tudo como às vezes as pessoas acham ou pensam que eu sou. Mas, como levar o Brasil, eu sei como fazer.”

O presidenciável afirmou que está “com o dobro de disposição do que em outras eleições, inclusive outras mais complexas, como a da presidência da UNE (União Nacional dos Estudantes)”. Ele incentivou a mobilização olho no olho. “A gente tem que chegar nas pessoas. Eu vejo em todo canto no olhar das pessoas um olhar que eu nunca vi, mesmo nas campanhas que eu ganhei com os pés nas costas, como ao governo de São Paulo, no primeiro turno”, disse.

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