Sérgio Guerra diz que há uma lista com novos sigilos quebrados

'Outros nomes ainda vão aparecer", afirmou o presidente do PSDB, mas somente serão divulgados quando houver provas

Nara Alves, iG São Paulo |

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse hoje que há uma lista com novos nomes ligados ao presidenciável tucano José Serra que tiveram o sigilo fiscal quebrado. “Outros nomes ainda vão aparecer”, afirmou. Mas eles só serão divulgados quando o partido tiver provas do fato, explicou.

Durante entrevista em São Paulo, Guerra disse que o presidente Lula fez uma defesa da candidata Dilma Rousseff (PT) no horário eleitoral de ontem à noite porque ele sabe que novos nomes vão aparecer. Segundo o presidente do PSDB, Lula entrou para defender Dilma e polarizar com Serra..

Guerra disse ainda que o presidente Lula “certamente sabia” que os sigilos quebrados envolviam também o nome de Alexandre Bourgeois, genro de Serra e marido de Verônica Serra. Questionado pelos jornalistas, Guerra refez a frase afirmando que Lula “provavelmente sabia”. Segundo o presidente do PSDB, Serra deverá retomar o tema do sigilo fiscal no horário eleitoral de amanhã.

Ninguém foi avisado

Depois da entrevista coletiva de Guerra, os jornalistas conversaram com um assessor de imprensa do candidato José Serra. Ele explicou que a Polícia Federal telefonou para a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo dizendo que queria intimar Alexandre Bourgeois para depor. Mas, de acordo com o assessor, o secretário de Segurança não avisou ninguém da campanha de Serra sobre esse telefonema. Não avisou nem mesmo o governador Alberto Goldman (PSDB).

Segundo o assessor, Alexandre Bourgeois não recebeu a intimação porque ela foi devolvida à Polícia Federal pela Secretaria de Segurança, já que Bourgeois não tem relação com a Secretaria. Ainda de acordo com o assessor, a campanha de Serra soube da quebra de sigilo porque os advogados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, contataram a Polícia Federal para falar sobre a quebra do sigilo do genro de Serra. O vice-presidente tucano soube do fato ao receber um novo lote de documentos da Polícia Federal sobre o assunto.

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