Semana de decisões no Sul do País

Pré-campanhas avançam a todo vapor no RS, mas Paraná tem cenário nebuloso

Gabriel Costa, iG Brasília |

Se no Paraná, a poucos dias das convenções partidárias, o eleitorado ainda não sabe quem será de fato candidato ao governo; no Rio Grande do Sul os pré-candidatos líderes nas pesquisas de intenção de voto, Tarso Genro, do PT, e José Fogaça, do PMDB, já correm o estado com roteiros intensos de viagens, que alternam visitas a cidades do interior com participações em eventos na capital, da qual ambos já foram prefeitos. Os estados da região Sul, que a própria pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, já classificou como a “mais crítica” do país nas eleições em outubro, apresentam marcantes diferenças nos estágios de suas respectivas corridas eleitorais.

Genro, ex-ministro da Justiça, saiu na frente na maratona quando deu início, no dia 9 de março às “Caravanas do PT para ouvir o Rio Grande”, programa do partido que ouve segmentos sociais, lideranças e representantes de comunidades e sociedade organizada por todo o país. Na última sexta-feira, por exemplo, o petista almoçou com empresários da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), na Federação e o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), para ouvir reivindicações do setor. Já Fogaça deu início às viagens mais de um mês depois, em 16 de abril, mas já esteve em 50 cidades, apenas nove a menos que o pré-candidato petista. As agendas intensas dos candidatos, em teoria, são voltadas para obter subsídios para os planos de governo.

O Paraná, por sua vez, continua com um cenário indefinido, onde o único nome certo para as eleições de outubro é o de Beto Richa, do PSDB. Isso se deve, em grande parte, à dúvida sobre a formalização ou não da candidatura do senador Osmar Dias, do PDT, que segurou até agora as negociações dos demais partidos, entre eles o PMDB, que tem como pré-candidato o governador Orlando Pessuti, PT, PP e DEM, além do próprio PSDB de Richa.

Dias, de acordo com sondagem da Daubermann Pesquisas realizada entre 19 e 21 de maio, lidera a disputa, com 44,75% das intenções de voto, seguido por Richa, com 34%, e Pessuti, que tem reunião marcada com o presidente Lula para quarta-feira, com 9,25%. Na última pesquisa Vox Populi, divulgada em 18 de maio, Richa liderava com 40% das intenções de votos, seguido por Dias, com 33%, e Pessuti, com 10%.

Enquanto isso, em Santa Catarina, a chamada tríplice aliança, composta por PMDB, DEM e PSDB ainda busca um acordo, uma vez que todos os três partidos têm pré-candidaturas próprias, nas figuras de Eduardo Pinho Moreira, Raimundo Colombo e o atual governador Leonel Pavan (PSDB). A executiva estadual do PMDB de Santa Catarina discutiu, em reunião hoje pela na manhã, encaminhamentos partidários, e, segundo Moreira, presidente estadual do partido, consolidou sua posição como cabeça de chapa. “A candidatura é inarredável”, afirmou. “Já estamos em fase de definir prioridades para o próximo governo.”

Já Pavan e Colombo têm reunião marcada para a noite de hoje com José Serra em São Paulo, para dar continuidade às negociações sobre quem, afinal, sairá como candidato. Pavan sai em desvantagem, uma vez que está às voltas com uma denúncia de violação do sigilo funcional no Ministério Público. Moreira, porém, também estará em São Paulo, para encontro marcado na semana passada com Michel Temer, presidente nacional do PMDB e vice de Dilma. Embora Moreira afirme que está apenas cumprindo a agenda, também é esperado no encontro com Serra e os demais componentes da tríplice. Participa ainda da reunião o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, que também deve encontrar essa semana com a pré-candidata do PP ao governo de Santa Catarina, a deputada federal Angela Amin.

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