Sem foro, Erenice pode virar alvo da PF

Para polícia, saída da Casa Civil muda conseqüência da investigação, que não depende mais de autorização do Supremo

Fred Raposo, iG Brasília |

Agência Brasil
Erenice Guerra
A ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra pode tornar-se alvo do inquérito da Polícia Federal aberto esta semana para investigar denúncias de tráfico de influência dentro da Casa Civil.

A investigação foi descartada, inicialmente, devido ao foro privilegiado de Erenice enquanto ministra. Porém, esta quinta-feira ela entregou carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo demissão .

A assessoria de imprensa da PF explica que a saída Erenice da Casa Civil muda as conseqüências da investigação – que, antes, dependia de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal. “Se os fatos chegarem a ela, será investigada”, diz a assessoria.

Na terça-feira, o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, anunciou que o inquérito focaria na participação do filho de Erenice, Israel Guerra, e em advogados e empresas, por suposto lobby em troca de propina. Acrescentou que “os fatos não narram atuação direta da ministra”.

Reportagem da revista “Veja”, publicada no último sábado, afirma, no entanto, que Erenice encontrou-se com empresários para patrocinar suposto lobby do filho. Esta quinta-feira, o jornal “Folha de S. Paulo” trouxe nova denúncia, de que o filho de ex-ministra cobrou dinheiro para obter liberação de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Na carta de demissão entregue a Lula, Erenice nega as acusações e diz que não foi apresentada nenhuma prova sobre sua participação nos casos mencionados pela imprensa.

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