Sem acordo, PT e PMDB adiam decisão sobre Minas

Partidos se reuniram na tarde de hoje em Belo Horizonte; assunto deve ser tratado em nova reunião marcada para amanhã, em Brasília

Bernardino Furtado, iG Belo Horizonte |

A direção estadual do PT de Minas Gerais cumpriu o roteiro prometido nos últimos dias e vai sustentar a candidatura a governador do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel. Pelo menos até ser eventualmente desautorizada pela cúpula nacional do partido. Como o PMDB local insiste na candidatura do senador Hélio Costa, não há acordo. Esse foi o resultado da reunião de quase três horas que terminou no começo da noite de ontem entre representantes das executivas estaduais dos dois partidos, sendo quatro do PT e nove do PMDB. Essa comissão vinha negociando a composição da chapa desde o começo de maio.

Uma hora antes do fim, o secretário-geral do PT mineiro, deputado Durval Ângelo, abandonou a reunião para anunciar o impasse, que depois seria comunicado de forma mais diplomática pelos presidentes do PT, Reginaldo Lopes, e do PMDB, Antônio Andrade. “Sempre disse que nós, dessa comissão, éramos como eunucos dos haréns dos sultões. Não podíamos nada se, previamente, não houvesse um acordo direto entre Hélio Costa e Fernando Pimentel”, afirmou Durval.

O secretário disse que amanhã a Comissão Executiva do PT em Minas irá indicar o nome de Pimentel para candidato a governador. Trata-se de uma formalidade para que a tese seja votada na Convenção Estadual, marcada para os dias 19 e 20 deste mês.

Embora não dê por encerradas as conversas com os petistas mineiros, o presidente do PMDB-MG, Antônio Andrade, não disfarçou o próximo passo para bancar a candidatura de Hélio Costa. “Vou ter de comunicar à direção nacional do partido que não conseguimos um acordo em Minas no prazo previsto e aí veremos qual é a orientação a seguir”, disse Andrade.

O petista Reginaldo Lopes foi mais diplomático ainda. Disse que havia tempo ainda para que as negociações continuassem em Minas sem intervenção das cúpulas nacionais dos partidos. “O prazo era o dia 6, mas como meta, como a gente fala que vai comprar um carro aos 25 anos de idade, casar aos 30 e comprar uma casa aos 40, mas nem sempre é possível”, comparou.

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