¿Sei que vocês não vão subir no salto¿, diz Dilma a militantes

Candidata do PT visita feira do Distrito Federal. Acompanhada por aliados, teve dificuldades para caminhar no local

Adriano Ceolin, iG Brasília |

nullCom chances de vencer a eleição no primeiro turno, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff , disse esperar que a militância do seu partido "não suba no salto".

A declaração foi a única feita diretamente ao público durante uma visita relâmpago à Feira do Produtor, em Vicente Pires (Distrito Federal), que fica a 13 quilômetros de Brasília.

“Eu queria agradecer à toda militância aqui presente. Agradecer a garra, da qual vocês chegam aqui neste domingo, dando apoio à minha candidatura. Agradecer porque eu sei que de hoje até 3 de outubro vocês não vão subir no salto alto e vão disputar cada voto, cada casa. De feira à feira”, afirmou a candidata do PT.

Dilma passou a maior parte do tempo que esteve na feira dando entrevista coletiva. Ela falou por quase 20 minutos com os jornalistas. Neste sábado, reportagem do iG mostrou que Dilma adotou uma estratégica de superexposição para tentar derrotar José Serra (PSDB) ainda no primeiro turno. A última pesquisa Datafolha mostra a petista oito pontos na frente do tucano.

Na Feira do Produtor, Dilma teve dificuldades para caminhar por causa do assédio da imprensa e do público que tentava tirar fotografias e cumprimentá-las. Foi embora em menos de 10 minutos. A petista estava acompanhada do presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, que, pelo Twitter, reclamou da imprensa.

“Impossível fazer campanha em feira, com dezenas de fotógrafos e cinegrafistas. Tava vendo a hora de fazer um omelete de mamão”, escreveu no microblog. Além de Dutra, o candidato ao governo do Distrito Federal, Agnelo Queiróz, e os concorrentes ao Senado, Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) acompanharam Dilma.

DF é diferente de SP e MG

No DF, a petista conseguiu formar uma chapa com os principais partidos que lhe dão apoio nacional. O vice de Agnelo é Tadeu Filipelli (PMDB), e PSB e PDT não lançaram candidatos próprios. “Eu considero que aqui que nós temos uma chapa. No resto no Brasil, não, porque aqui é uma candidatura local. Em Minas e São Paulo, não posso fazer essa relação”, disse.

Sem discussão com Serra

Ao destacar êxitos do atual governo na área de agricultura familiar, Dilma afirmou que não precisa discutir com Serra: "Essa discussão eu vou fazer com agricultores do meu País e com os assentados. Eles sabem que nós fizemos uma política para o agricultor. Há uma diferença entre quem faz e quem fala durante a eleição. O nosso governo fez. É por isso que ele é reconhecido. É por isso que se vai numa região de agricultura familiar e nós somos reconhecidos".

Nova diretoria da Caixa

A candidata do PT também disse que vai criar uma diretoria específica na Caixa Econômica Federal para o setor de habitação rural. "Dentro da Caixa, vou criar uma superintendência com uma diretoria para tratar especificamente de habitação rural", disse. Tudo isso significa que vamos continuar expandido o crédito", completou a petista, que lembrou ainda a necessidade de investir em assistência técnica para os pequenos produtores rurais.

Relação com o TCU

Dilma também falou sobre denúncias de irregularidades no DNIT (Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes). Lembrou que o governo já teve problemas de relacionamento o TCU (Tribunal de Contas da União), órgão que fiscaliza e acompanha obras nas estradas. No entanto, a ex-ministra ressaltou que o TCU têm dado boas avaliações sobre o DNIT.

"Eu temo que essa matéria esteja usando esse momento de eleição porque o próprio tribunal fez uma avaliação para mim que a relação do tribunal com o DNIT tinha melhorado de forma sistemática. Então, enquanto não me disserem onde piorou eu vou ficar com essa informação dada a mim pelo presidente do Tribunal Ubiratan Aguiar", afirmou.

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