Segurança pública de SP precisa de reforma, diz Marina

Candidata do PV propõe parceria entre as três esferas de governo

Agência Estado |

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A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou hoje o governo do PSDB em São Paulo, após ser questionada sobre os recentes atentados contra as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e os incêndios provocados em pelo menos dez veículos na capital paulista neste fim de semana. Segundo Marina, é necessário "fazer uma reforma na segurança pública, que está há mais de 20 anos no mesmo governo", disse, sem citar o PSDB. Para ela, o ideal seria construir uma parceria entre os governos federal, estadual e os municípios para evitar situações que chamou de "problemas de descontrole".

A candidata lamentou que "o Estado mais rico da Federação pague os piores pisos salariais aos profissionais da polícia". Segundo ela, é importante que haja uma ação forte de inteligência para que a polícia atue em um ciclo fechado de policiamento.

Marina visitou, na manhã de hoje, a empresa Itautec, em Jundiaí, no interior de São Paulo. Ela foi conhecer a unidade de reciclagem de microcomputadores e de notebooks que funciona dentro da planta da indústria. A senadora deixou seu notebook para ser reciclado, conversou com os funcionários e acompanhou alguns processos de separação de resíduos eletrônicos. "Essa visita é uma espécie de comemoração da lei que está sendo sancionada hoje, já discutida em 2007 quando eu era ministra do Meio Ambiente, de logística reversiva, que trará um ganho ambiental e econômico", comentou.

Segundo ela, apesar de a indústria estar operando apenas a separação dos componentes, pois a reciclagem efetiva das peças ocorrem fora do País, esse é um grande passo para se discutir a instalação de empresas de beneficiamento e reciclagem deste tipo de material. Segundo nota da Itautec, nos últimos três anos foram destinados mais de 1.400 toneladas de materiais para reciclagem. Depois de processados, alguns tipos de materiais são reutilizados na fabricação de outros produtos.

Marina afirmou que considera necessário ser discutido o problema da incineração de material, parte de uma polêmica que envolve também uma série de questões relacionadas aos catadores de lixo e à formação de cooperativas nas periferias das grandes cidades. "Mas com a lei a ser sancionada hoje, podemos implantar a logística reversa através de consórcios entre as prefeituras, por exemplo".

Questionada pelos jornalistas se iria se afastar das aparições públicas nos próximos dias com o objetivo de se preparar para a temporada de debates, como vem sendo divulgado pelas agendas de seus adversários, Marina Silva disse que está sempre se preparando.

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