Segurança e corrupção dominam debate na Bahia

Denúncias foram pouco exploradas em debate de pouco mais de duas horas entre os candidatos ao governo da Bahia

Lucas Esteves, iG Bahia |

O segundo debate em TV aberta das eleições na Bahia refletiu o tom morno da campanha e, na noite deste domingo (19), expôs os candidatos de maneira desanimada durante uma transmissão de mais de duas horas na TV Aratu, retransmissora do SBT no Estado. Nem mesmo as últimas polêmicas envolvendo a campanha do governador Jaques Wagner foram suficientes para esquentar o evento, que teve ainda participação de jornalistas baianos e moradores de Salvador.

O único ponto inesperado ocorreu quando Mendes questionou a Geddel relativo a denúncias de desvios de dinheiro público durante sua gestão do extinto Banco do Estado da Bahia (Baneb), que remontavam aos anos 80. O episódio determinou sua demissão do cargo por Antônio Carlos Magalhães. O deputado federal agradeceu a pergunta. “Eu pensei que passaria todo o período eleitoral sem que ninguém me fizesse esta pergunta e fico feliz em poder falar sobre isso. Tenho a minha consciência tranqüila porque já fui julgado e, felizmente, nada contra mim foi provado”.

A suspensão de pagamentos de verbas do governo para prefeituras do interior por meio de uma liminar judicial, assunto que veio à tona durante a semana, não foi explorado como se esperava pelos opositores. Geddel Vieira Lima (PMDB), por exemplo, anunciou pouco antes do encontro que deixaria o assunto para a investigação da Justiça e o excluiria do debate. O único a lembrá-lo foi Paulo Souto (DEM).
O ex-governador também ressaltou o que chama de fraude nos números do programa Todos pela Educação (Topa), mas apenas por um momento da discussão. Recebeu de volta do governador explicações de que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) revelava dados até setembro do ano passado, enquanto o Topa alfabetizou muito mais gente desde então até o período eleitoral.

Luiz Bassuma (PV) permaneceu com a mesma estratégia de debates passados, em que ressaltava o caráter democrático do evento, expunha as dificuldades materiais da campanha, repetia denúncias de desvio de verbas de R$ 1 bilhão por ano no Estado na pasta da Saúde e conclamava a população a votar “com o coração” e não acreditar em pesquisas eleitorais. O mesmo apelo foi feito por Marcos Mendes (Psol), que aproveitou também para subir o tom contra o que chamou de monopólio das grandes construtoras na estrutura estadual como forma de pagar dívidas de campanha com os conglomerados financiadores.

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