André Vargas diz que ex-ministra da Casa Civil deveria ter se defendido por estar no governo e poupado ataques ao tucano

O secretário de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PT-PR), disse nesta quinta-feira (16) ao iG  que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra “pecou” ao partir para o ataque em carta divulgada nesta semana contra o candidato do PSDB à Presidência, José Serra. Vargas afirmou que governistas devem se defender de denúncias como a que motivou a saída de Erenice do cargo e não atacar. Segundo ele, o episódio contribuiu para a demissão da ex-ministra.

“Quando se é oposição, a melhor defesa é o ataque. Mas no caso dela, não. Ela foi demitida porque atacou. Acho que pecou (com a carta) Agora, vai se defender ”, avaliou Vargas.

Em resposta às suspeitas de tráfico de influência no governo federal envolvendo familiares, Erenice classificou na última terça, em nota oficial , Serra um “candidato aético”, “já derrotado” e “rejeitado” pelos eleitores. A divulgação da nota irritou membros da coordenação da campanha de Dilma, que consideraram que ela vinculada Erenice à candidata, justamente o que a campanha vem tentando evitar.

A situação de Erenice no comando da Casa Civil foi abalada pela denúncia publicada no último fim de semana pela revista Veja, apontando o suposto envolvimento de seu filho, Israel Guerra, no suposto esquema de tráfico de influência dentro do governo.

Desde então, a avaliação que começou a ganhar força dentro do governo é a de que o caso provocou um desgaste grande demais na campanha da presidenciável petista.

Segundo Vargas, a saída de Erenice não contamina a campanha de Dilma Rousseff porque a ex-ministra “não tinha função na campanha” e ocupava um cargo técnico.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, solidarizou-se à decisão de Erenice de pedir demissão e afirmou que o caso “não respinga” na campanha de Dilma porque a candidata não pode “pagar” por uma “suposta irregularidade do filho de Erenice.

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